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	<title>Na Faixa - Jogos, Artigos e Downloads...</title>
	<link>http://www.nafaixa.net</link>
	<description>Muita informaçao, artigos, jogos, downloads e muito mais!</description>
	<lastBuildDate>Thu, 01 08 2010 00:00:54 +3000</lastBuildDate>
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		<title>Ensinar o que?</title>
		<description><![CDATA[
<p style="margin-top: 16px;">Por Benedicto Ismael C. Dutra<br /> <br /> As crian&ccedil;as nascem, recebem muitos cuidados nos primeiros meses de vida, e muitas delas s&atilde;o logo encaminhadas para creches e escolas infantis, porque seus pais precisam trabalhar. Mas o que aprendem as crian&ccedil;as?<br /> Evidentemente, elas deveriam receber preparo para a vida. Tudo que lhes &eacute; ensinado deveria ter esse objetivo, sejam os contos de fada que favorecem a imagina&ccedil;&atilde;o criativa, a leitura e as continhas, a m&uacute;sica, as belezas encontradas nos jardins e hortas, a alegria dos pequenos animais, a grandeza da natureza.<br /> Deveriam aprender sobre a origem da Terra e do ser humano, mas isso acabou se transformando em teoria religiosa cheia de dogmas dissociados da realidade natural estudada pelas ci&ecirc;ncias.<br /> Deveriam aprender economia dom&eacute;stica para aprender a lidar com o dinheiro e saber o que comprar. O Brasil &eacute; muito rico em alimentos. Verduras, legumes, tub&eacute;rculos, frutas carnes e cereais existem em grande quantidade, mas poucas pessoas aprenderam a se alimentar de forma adequada sem precisar gastar muito. A alimenta&ccedil;&atilde;o errada custa mais caro e n&atilde;o &eacute; saud&aacute;vel, favorecendo o surgimento de doen&ccedil;as. No entanto, as crian&ccedil;as s&atilde;o seduzidas para alimentos pouco saud&aacute;veis, para gastar o que tem e o que n&atilde;o tem em bens sup&eacute;rfluos, e n&atilde;o aprendem a fazer uma reserva de seguran&ccedil;a e liberdade. Ou ent&atilde;o as crian&ccedil;as se tornam presas f&aacute;ceis da propaganda e os pais ref&eacute;ns das crian&ccedil;as, obrigando-se a aquisi&ccedil;&otilde;es inadequadas e acima de suas posses.<br /> Fomos direcionados para a necessidade de consumir os bens dispon&iacute;veis para venda como meio de obter a felicidade. Sem possuir ou consumir, muitas pessoas foram habituadas a crer que s&atilde;o infelizes por isso. O consumo deve ser orientado com bom senso e disciplina para n&atilde;o criarmos uma situa&ccedil;&atilde;o deficit&aacute;ria na casa. Os indiv&iacute;duos precisam despertar para a essa percep&ccedil;&atilde;o. As fam&iacute;lias precisam ficar conscientes de que a felicidade n&atilde;o est&aacute; diretamente ligada &agrave; quantidade de bens consumidos. Eles podem nos ajudar, mas n&atilde;o s&atilde;o garantia da felicidade.<br /> As fam&iacute;lias precisam conversar sobre suas necessidade e suas possibilidades. N&atilde;o &eacute; recomend&aacute;vel gastar mais do que se ganha, &eacute; necess&aacute;rio poupar, fazer uma reserva para ter seguran&ccedil;a e independ&ecirc;ncia. &Eacute; preciso definir o que se quer e como conseguir, isto &eacute;, &eacute; necess&aacute;rio definir o que queremos da vida e planejar nosso futuro com bom senso e firmeza. <br /> Estamos tomando consci&ecirc;ncia de que os norte-americanos foram direcionados para o consumo e para o uso do cart&atilde;o de cr&eacute;dito sem limita&ccedil;&otilde;es, assumindo compromissos elevados e que agora, com a crise, se encontram em situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil, pois muitos perderam o emprego e a ilus&atilde;o de riqueza promovida pelas Bolsas de Valores. Desempregados ou com sal&aacute;rios reduzidos n&atilde;o conseguem pagar as contas vencidas e a vencer.<br /> A peregrina&ccedil;&atilde;o pela vida n&atilde;o pode se transformar numa jornada de consumo. Ensinar tudo isso para as novas gera&ccedil;&otilde;es &eacute; de fundamental import&acirc;ncia para a pr&oacute;pria sobreviv&ecirc;ncia, e para a conquista da paz e da felicidade. <br /> <br /> * Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administra&ccedil;&atilde;o da USP, &eacute; articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados &agrave; qualidade de vida. Atualmente, &eacute; um dos coordenadores do www.library.com.br, site sem fins lucrativos, e autor dos livros Encontro com o Homem S&aacute;bio , Reencontro com o Homem S&aacute;bio, A Trajet&oacute;ria do Ser Humano na Terra e Nola &ndash; o manuscrito que abalou o mundo, editados pela Editora Nobel com o selo Marco Zero. E-mail: bidutra@attglobal.net</p>
<p style="margin-top: 8px;"><strong>Fonte:</strong> www.artigos.com</p>
<p>&nbsp;</p>...<br /><br /><a href="http://www.nafaixa.net/artigos/880">www.nafaixa.net</a>
]]></description>
<link>http://www.nafaixa.net/artigos/880</link>
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		<title>Cinco dicas para melhorar sua vida em repúblicas e moradias coletivas</title>
		<description><![CDATA[
<p>Ent&atilde;o voc&ecirc; quer alugar quartos em rep&uacute;blicas ou dividir apartamento com algu&eacute;m? Pois ent&atilde;o aqui v&atilde;o algumas dicas:</p>
<p>1. Encontre o colega de moradia certo<br /><br />Encontrar a pessoa certa para dividir apartamento ou montar uma rep&uacute;blica &eacute; muito importante, n&atilde;o h&aacute; duvida. Tendo isso em mente, aqui est&aacute; a primeira dica: n&atilde;o fique tentado em alugar quarto em determinado lugar por pura conveni&ecirc;ncia (Ex.: um quarto dispon&iacute;vel bem localizado e baratinho). Mesmo que o lugar seja tentador, n&atilde;o esque&ccedil;a que voc&ecirc; ter&aacute; que dividir esse lugar com outras pessoas. Tente se esfor&ccedil;ar para descobrir como pode ser a conviv&ecirc;ncia com seus novos colegas de lar antes de tomar essa importante decis&atilde;o!<br /><br />2. Estabele&ccedil;a regras b&aacute;sicas de conviv&ecirc;ncia<br /><br />Uma das coisas que mais causam problemas em uma moradia compartilhada &eacute; o comportamento dos membros da casa no dia a dia. Cada um &eacute; cada um, certo? Ent&atilde;o por qu&ecirc; n&atilde;o estabelecer algumas regras b&aacute;sicas sobre o volume do som, visitantes, reposi&ccedil;&atilde;o do papel higi&ecirc;nico e etc? N&atilde;o &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil quanto parece. Se todos jogarem de acordo com essas regras, a chance de se viver em um lar harmonioso e feliz &eacute; muito maior.<br /><br />3. Dividindo o trabalho<br /><br />Existem trabalhos que precisam ser feitos - mesmo que ningu&eacute;m goste de faz&ecirc;-los. H&aacute; diferentes maneiras de lidar com isso quando se est&aacute;</p>
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<p>dividindo moradia com outras pessoas. A escolha &eacute; sua. Voc&ecirc; pode decidir morar na sujeira at&eacute; que a vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria bata na sua porta, mas voc&ecirc; pode tamb&eacute;m querer manter o lugar calmo e limpinho. A melhor maneira de se chegar a isso &eacute; fazer um plano de atividades semanais com o servi&ccedil;o da casa. Nesse plano, &eacute; importante que todos os moradores participem desde o come&ccedil;o. Se tudo der errado, ao menos &eacute; uma maneira de descobrir quem &eacute; que est&aacute; deixando de fazer o trabalho sujo!<br /><br />4. Pagamento de contas<br />Outra coisa muito importante para o bom funcionamento de uma rep&uacute;blica ou moradia compartilhada &eacute; o planejamento das contas. Por mais que ningu&eacute;m goste, n&atilde;o tem jeito &ndash; as contas chegam todo m&ecirc;s. N&atilde;o &eacute; s&oacute; isso: elas ainda precisam ser pagas! Tenha em mente as datas de vencimento e a maneira de dividir o pagamento de todas as contas da casa. Entre outras vantagens, isso pode previnir que algu&eacute;m fique sem luz no meio de um banho quente!<br /><br /><br />5. Trate seus colegas de moradia como voc&ecirc; gostaria de ser tratado<br />Essa &eacute; talvez a dica mais simples, mas muito provavelmente a mais importante de todas. N&atilde;o &eacute; nenhuma novidade: se voc&ecirc; trata seus colegas como voc&ecirc; gostaria de ser tratado, a chance de que isso seja rec&iacute;proco &eacute; sempre maior. &Eacute; t&atilde;o simples quanto parece. Afinal das contas, trata-se de morar junto, e voc&ecirc; pode come&ccedil;ar dando o primeiro passo a fim de tornar esse espa&ccedil;o um lugar de conv&iacute;vio cada dia melhor!</p>...<br /><br /><a href="http://www.nafaixa.net/artigos/844">www.nafaixa.net</a>
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<link>http://www.nafaixa.net/artigos/844</link>
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	<item>
		<title>O segredo do aprendizado</title>
		<description><![CDATA[
<table cellspacing="1" cellpadding="1" width="100%" border="0"><tbody><tr><td colspan="2"><font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><p>Um garoto de 15 anos pede ao pai que compre um jogo de computador. Este jogo para ser utilizado, exige que algumas regras sejam conhecidas, todas elas contidas no manual. O garoto não realiza esta leitura. Entra sem a mínima preparação na prática do próprio jogo. Na atmosfera do jogo, ele se lança primeiro para conhecer: personagens, ambientes, ações, ferramentas, busca em todo o sistema oferecido uma lógica, a lógica das relações de todos os objetos componentes do sistema: a lógica que ele enxerga e entende e sob a qual está submetido no mundo real. Coisas do mesmo tamanho devem ter mesma força. Um ser vivo não pode ficar por muito tempo debaixo d´água sem respirar. Com raríssimas exceções, um tiro mata. E assim sucessivamente. <br /><br />Enfim, ele não perde tempo analisando muito o ambiente. Parte logo para a ação. Como todo jovem, começa subestimando o jogo - não poderia ser por menos, subestima antes de qualquer coisa, a própria vida, o mundo inteiro. Para ele, o jogo é fácil, com o pouco que já sabe, poderá vencer. Tenta inúmeras vezes e é derrotado. Percebe que apenas o senso comum do mundo real em que vive, não basta. <br /><br />Começa então seu dilema: porque eu não ganho? O que me impede de vencer? Neste momento, ele se vê tentado a buscar o manual e aprender a jogar. Parece lógico que basta tomar conhecimento de como as coisas funcionam naquele universo virtual. Mas não o faz. Ele resiste a simples leitura do manual e volta para o jogo. Mas desta vez, volta para vencer. <br /><br />Agora, já está ciente de como é necessário conhecer melhor o novo mundo que se apresenta, o universo virtual, e erguer a partir da sua própria experiência ali, um novo alicerce de conhecimentos, uma nova proposta de senso comum. Passa a observar o ambiente novamente. Estabelece estratégias de tentativa e erro, investindo sempre de forma acentuada em uma ou outra variável, busca seus limites mínimos e máximos, atinge estados de equilíbrio nos quais percebe ter maior domínio sobre toda a lógica fugidia do jogo. <br /><br />Escolhe a maior arma, a que lhe exige menos pontaria, e sai atirando o tempo inteiro, acaba morrendo com o próprio tiro quando contra a parede e muito próximo a ele, ou ao contrário, armas maiores exigem balas maiores e em menor número, suas balas acabam e é alvejado por uma faca do jogador adversário. Nem a faca, nem o foguete. Escolhe uma metralhadora. Avança e sobrevive por mais tempo. Seu tempo de sobrevivência no jogo torna-se seu referencial de sucesso temporário, o objetivo principal do jogo, a missão de seu personagem agora, é secundária. <br /><br />Quando menos espera, meio que de surpresa, atinge o primeiro objetivo, vence a primeira fase. Está habilitado para conhecer a segunda fase, percorrendo todo o caminho novamente, mas desta vez, com variáveis diferentes, outros ambientes, novas ferramentas e personagens. A lógica se amplifica, elevando o seu nível de complexidade, mas permanece a mesma para todas as fases. E seu objetivo no jogo não é mais o objetivo do jogo: sobreviver ali é sinônimo de vencer, visto que cedo ou tarde, os ambientes vão sendo conduzidos para o mesmo lugar, no sentido de atingir o objetivo do jogo (qualquer analogia deste modelo lógico de funcionamento com o que chamamos de destino não é mera coincidência). <br /><br />Sem o suporte da leitura do manual, apenas fazendo uso do ambiente virtual, o garoto aprende a jogar. Seu aprendizado não se dá de forma simples e fácil, sem o seu envolvimento integral, sem errar e morrer repetidas vezes, sem perder horas jogando ele jamais conseguiria sobreviver e vencer. Mais que simplesmente tomar conhecimento do jogo, ele participa de atividades, confere as habilidades que adquire in loco e é avaliado imediatamente, pois não há neste caso, outro significado para sua morte virtual. <br /><br />Pensar em educação para o futuro (o que sinceramente não preocupa se será a distância ou não), é pensar em como podemos fazer uso destes ambientes virtuais para desenvolver a nossa curiosidade ingênua, buscando transformá-la em curiosidade epistemológica, superação que se dá na medida em que a curiosidade ingênua, sem deixar de ser curiosidade, se criticiza e ao criticizar-se, metodicamente rigorizando-se na sua aproximação ao objeto, conota seus achados de maior exatidão. A curiosidade muda de qualidade, mas não de essência, pois é acima de tudo, a mesma sede de saber que compete a todos nós quando frente a qualquer problema de nossas vidas. Provocar a sede de conhecer sem limites, sem falar em saciedade ou do que é ou não é suficiente, é este o sonho dos educadores críticos e de todo o processo educacional, e não poderia ser diferente um sonho também de Paulo Freire, um dos maiores pedagogos da humanidade em todos os tempos, autor da obra &quot;A pedagogia da autonomia&quot;, origem das idéias e da análise crítica desenvolvida neste parágrafo. <br /><br />Está no cerne de toda esta discussão, entender antes e acima de tudo, o que é fazer educação, que curiosidade é esta que inquieta e move este garoto e que é a mesma curiosidade que move e inquieta todos nós, como auxiliar sua superação e transformação nesta curiosidade maior, mais crítica e humana, epistemológica. A educação para o futuro é sem dúvida a mesma educação que deveria ter sido feita para o passado, seja ela presencial ou a distância, real ou virtual, pelo computador ou pelos livros. Não há diferença, há talvez, uma mudança de qualidade, uma superação, mas com uma essência que se mantém. <br /><br />Enfim, quero concluir este texto propondo uma simples reflexão, que para mim, justifica o uso cada vez mais acentuado das novas tecnologias para a educação: jogar com a vida a uns dez, vinte anos atrás, também ensinava, mas ensinava os outros aquilo que não deveria ser feito, porque aquele que era o ator do processo não escapava da morte. Jogar com a vida hoje é apenas mais uma fantasia que as novas tecnologias permitem, e de uma coisa podemos estar certos: ao menos da morte real, estaremos todos salvos por enquanto, e, de quebra, podemos até aprender alguma coisa. </p></font></td></tr><tr><td> </td><td> </td></tr><tr><td colspan="2" height="20"><strong><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="1">Autor: </font></strong><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color="#cc6600" size="1">Gustavo Gadelha</font></td></tr><tr><td colspan="2" height="20"><strong><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="1">Contato: </font></strong><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="1"><font color="#cc6600"><a href="gadelhag@cetind.fieb.org.br">gadelhag@cetind.fieb.org.br</a></font></font></td></tr></tbody></table>...<br /><br /><a href="http://www.nafaixa.net/artigos/651">www.nafaixa.net</a>
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			</item>

      
	<item>
		<title>Arte X Opressão</title>
		<description><![CDATA[
<table cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" align="center" border="0"><tbody><tr><td><span class="detailsText"><font size="2">O teatro é uma arte coletiva, como tal precisa estabelecer uma relação entre as pessoas que o praticam e quem o assiste. Quando se fala do Teatro do Oprimido, o endereço tem nome certo: trata-se de um teatro que possa dar conta de uma situação precisa, no universo das relações sociais, de certa camada da população subjugada pela dependência, seja ela psicológica ou física. Há uma relação de poder e necessidade entre aquele que assume o papel do opressor e o de quem assume o papel do oprimido.<br />Quando a escolha por se trabalhar com o Teatro do Oprimido é feita, ela traz de antemão a proposta de luta, de uma mobilização para enfrentar algum assunto que incomode e precisa ser enfrentado. É na representação da cena que se ensaia uma ação para a vida real. No momento em que o ator-social se lança na ação é que ele se disponibiliza para transformá-la também na vida real, transferindo as soluções apresentadas no teatro para o seu cotidiano. <br />A partir do contato com as técnicas, o ator-social passa por um processo de movimento interno que unifica os elementos e jogos do arsenal com suas sensações e conflitos. Esse movimento o leva a reproduzir (ver-se em ação) e manifestar suas necessidades e opressões, levando-o a se reconhecer como ser humano. Mostrando possibilidades de soluções, ou pelo menos, de questões que o levem a tomar consciência do conhecimento ou reconhecimento do seu papel (compromisso) como cidadão.<br />Nessa busca por se reconhecer cidadão, o Grupo F.A.C.T.O. (Fazemos Arte Com Teatro do Oprimido) se juntou na comunidade de São Benedito, em Vitória/ES e vem utilizando as técnicas do Teatro do Oprimido para desenvolver sua criatividade e sua criticidade para trabalhar assuntos relacionados à sua realidade social. <br />O grupo de jovens atores vem descobrindo uma nova maneira de olhar o mundo. Perceberam que agora podem e tem o direito de falar o que pensam, ao escolherem o teatro, mudaram sua perspectiva e aceitaram se transformar em agentes ativos no processo de formação da sua comunidade. E essa transformação acontece a partir do momento que eles tomaram consciência do seu papel dentro da sociedade. Desenvolvendo sua percepção como ser social. <br /></font></span></td></tr><tr><td><a href="http://www.artigos.com/index.php?option=com_comprofiler&task=userProfile&user=541&Itemid=60"><br /></a>Cultura, Teatro, Inclusão Social<br /><br /><b>Fonte: <a href="http://www.artigos.com/"><font color="#2c5eac">www.Artigos.com</font></a></b></td></tr></tbody></table>...<br /><br /><a href="http://www.nafaixa.net/artigos/476">www.nafaixa.net</a>
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<link>http://www.nafaixa.net/artigos/476</link>
			</item>

      
	<item>
		<title>Livros clássicos, resenhas e biobibliografias</title>
		<description><![CDATA[
No site <a href="http://www.culturabrasil.org/">http://www.culturabrasil.org</a> você encontrara, esses mesmos livros em outros formatos para download ou vizualização.<br /><br />Nosso intuito divulgando esses livros é apenas de ajudar a todos. Caso os autores dos livros venham a ter problemas ou se sentirem lesados com os livros a disposição para download entrem em contato conosco.<br />Agradecemos também a equipe do site Cultura Brasil, pela quantidade e qualidade do conteudo<br /><br /><table id="AutoNumber24" style="BORDER-COLLAPSE: collapse" cellspacing="3" cellpadding="0" width="100%" border="0"><tbody><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/18brumario.pdf">18 Brumário de Luís Bonaparte, O - Karl Marx 290 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/acarne.pdf">A Carne - Júlio Ribeiro 499 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/alcorao.pdf">Alcorão, O 2.200 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/conscienciadeclasse.pdf">A Consciência de Classe - Georg Lukács - 140 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><font face="Verdana"><b><a href="/livros/arquivos/maconarianobrasil.pdf"><span><span style="FONT-SIZE: 9pt">A Maçonaria Brasileira na Década da Abolição e da República - José Castellani</span></span></a></b></font></td></tr><tr><td><b><a href="/livros/arquivos/ametamorfose.doc"><font face="Verdana" size="2"><span>A Metamorfose - Fraz Kafka 161 kb</span></font></a></b></td></tr><tr><td><font face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/amordeperdicao.pdf"><span style="FONT-WEIGHT: 700; FONT-SIZE: 9pt; TEXT-DECORATION: none">Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco 404 Kb</span></a></font></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/antiduhring.pdf">Anti-Dühring, O - Friedrich Engels 645 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/artedaguerra.pdf">Arte da Guerra, A - Sun Tzu 158 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><font face="Verdana"><b><a href="/livros/arquivos/bhagavadgita.pdf"><span style="FONT-SIZE: 9pt; TEXT-DECORATION: none">Bhagavad Gita 248 Kb</span></a></b></font></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="http://www.culturabrasil.pro.br//livros/arquivos/biblia.pdf">Bíblia Sagrada, A </a><a href="http://www.culturabrasil.pro.br//livros/arquivos/biblia.pdf">2.890 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/amontillado.pdf">Barril de Amontillado, O - Edgar Allan Poe 48 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><span style="FONT-FAMILY: Verdana"><font style="FONT-SIZE: 9pt"><a href="/site//livros/arquivos/bruzundangas.pdf">Os Bruzundangas - Lima Barreto 515 Kb</a></font></span></b></td></tr><tr><td><font face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/redencao.pdf"><span style="FONT-WEIGHT: 700; FONT-SIZE: 9pt; TEXT-DECORATION: none">Caminhos da Redenção - Lázaro Chaves 528 Kb</span></a></font></td></tr><tr><td><span style="FONT-WEIGHT: 700; TEXT-DECORATION: none"><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/cantosdasolidao.pdf"><span>Cantos da Solidão - Bernardo Guimarães 179 Kb</span></a></font></span></td></tr><tr><td><font face="Verdana"><b><a href="/livros/arquivos/capitaesdeareia.pdf"><span style="FONT-SIZE: 9pt; TEXT-DECORATION: none">Capitães de Areia - Jorge Amado 500 Kb</span></a></b></font></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/cartadaterra.pdf">Carta da Terra - Documento da Conferência Mundial dos Povos Indígenas sobre Território, Meio Ambiente e Desenvolvimento - RIO - 92 93 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><span style="FONT-FAMILY: Verdana"><font style="FONT-SIZE: 9pt"><a href="/livros/arquivos/carta.pdf">Carta de Pero Vaz de Caminha, A 104 Kb</a></font></span></b></td></tr><tr><td><span style="FONT-SIZE: 9pt"><b><span style="FONT-FAMILY: Verdana"><a href="/livros/arquivos/cidadedosol.pdf">Cidade do Sol - Tommaso Campanella 237 Kb</a></span></b></span></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="http://www.culturabrasil.org//livros/arquivos/goldmann.pdf">Ciências Humanas e Filosofia - Lucien Goldmann 336 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/claradosanjos.pdf">Clara dos Anjos - Lima Barreto 397 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="http://www.culturabrasil.pro.br//livros/arquivos/consumidor.pdf">Código de Defesa do Consumidor 145 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/hamurabi.pdf">Código de Hamurábi 114 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="http://www.culturabrasil.pro.br//livros/arquivos/novocodigocivilbrasileiro.pdf">Código Civil Brasileiro, Novo 1.390 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/clt.pdf">Consolidação das Leis do Trabalho 786 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="http://www.culturabrasil.pro.br//livros/arquivos/constituicao.pdf">Constituição Federal 529 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/contrastes.pdf">Contrastes e Confrontos - Euclides da Cunha (em RTF) 429 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><font face="Verdana"><span style="FONT-WEIGHT: 700; FONT-SIZE: 9pt"><a href="/livros/arquivos/correspondencia.pdf"><span>Correspondência de Euclides da Cunha (boa parte) - 151 Kb</span></a></span></font></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/gotha.pdf">Crítica ao Programa de Gotha - Karl Marx (em RTF) 132 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/declaracaodedireitoshumanos.rtf">Declaração Universal dos Direitos Humanos - em Português 48 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/pravtchilaveka.pdf">Declaratia Prav Tchilaveka - Pa Ruski - (PDF) 195 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/derechoshumanos.pdf">Declaración Universal de Derechos Humanos - en Castellano (PDF) 184 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><font face="Verdana"><a style="FONT-WEIGHT: 700; TEXT-DECORATION: none" href="/livros/arquivos/humanrights.pdf"><span style="FONT-SIZE: 9pt">Universal Declaration of Human Rights - in english (PDF) 116 Kb</span></a></font></td></tr><tr><td><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a style="FONT-WEIGHT: 700; TEXT-DECORATION: none" href="/livros/arquivos/direitosdacrianca.pdf">Declaração dos Direitos da Criança 47 Kb</a></font></td></tr><tr><td><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><b><a href="http://www.culturabrasil.pro.br//livros/arquivos/desobedienciacivil.pdf">A Desobediência Civil - Henry David Thoureau 110 Kb</a></b></font></td></tr><tr><td><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><b><a href="http://www.culturabrasil.pro.br//livros/arquivos/deuseoestado.pdf">Deus e o Estado - Mikhail Bakunin 225 Kb</a></b></font></td></tr><tr><td></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/direitoapreguica.pdf">Direito à Preguiça - Paul Lafargue 122Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><font face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/boetie.pdf"><span style="FONT-WEIGHT: 700; FONT-SIZE: 9pt; TEXT-DECORATION: none">Discurso da Servidão Voluntária - Etienne de La Boétie 127 Kb</span></a></font></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/discursoche.pdf">Discurso del Comandante Che Guevara en la Asamblea General de las Naciones Unidas - 87 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/espiritopositivo.pdf">Discurso Preliminar sobre o Espírito Positivo - Auguste Comte 260 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a onmouseover="function anonymous()
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function anonymous()
{
window.status='Excerto de Ao Vencedor As Batatas, de Machado de Assis. Imperdível!';return true
}
}" title="Do Clássico estudo sobre Machado de Assis - Ao Vencedor As Batatas - Ensaio imperdível sobre a realidade social brasileira!" href="/livros/arquivos/dadesigualdaderousseau.pdf">Discurso Sobre a Origem da Desigualdade - Rousseau 290 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><font face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/dogmaeritualdealtamagia.pdf"><span style="FONT-WEIGHT: 700; FONT-SIZE: 9pt; TEXT-DECORATION: none">Dogma e Ritual de Alta Magia - Eliphas Levi 1.229 Kb</span></a></font></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/utopicoacientifico.pdf">Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico - Friedrich Engels (em RTF) 136 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/beccaria.pdf">Dos Delitos e Das Penas - Cesare Beccaria 343 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><b><a href="/livros/arquivos/malatesta.pdf">Escritos Revolucionários - Errico Malatesta 255Kb</a></b></font></td></tr><tr><td><font face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/zeninguem.pdf"><span style="FONT-WEIGHT: 700; FONT-SIZE: 9pt; TEXT-DECORATION: none">Escuta, Zé Ninguém! - Wilhelm Reich 224 Kb</span></a></font></td></tr><tr><td><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><b><a href="/livros/arquivos/eu.pdf">Eu e outras poesias - Augusto dos Anjos 966 Kb</a></b></font></td></tr><tr><td><font face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/fausto.pdf"><span style="FONT-WEIGHT: 700; FONT-SIZE: 9pt; TEXT-DECORATION: none">Fausto - Johann Wolfgang von Goethe 452 Kb</span></a></font></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/freud.pdf">Freud, Sigmund - Uma Biografia 59 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td></td></tr><tr><td><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a style="FONT-WEIGHT: 700; TEXT-DECORATION: none" href="/livros/arquivos/imitacao.pdf">Imitação de Cristo, A - Tomás de Kempis 477 Kb</a></font></td></tr><tr><td><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><span style="FONT-WEIGHT: 700"><a href="/livros/arquivos/criticadafilosofiadodireito.pdf">Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel - Karl Marx 81 Kb</a></span></font></td></tr><tr><td><span style="FONT-WEIGHT: 700"><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/murphy.pdf">Leis de Murphy - Autor Desconhecido 105 Kb</a></font></span></td></tr><tr><td><span style="FONT-WEIGHT: 700"><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/bosi.pdf">Leitura de &quot;Os Sertões&quot; hoje, A - Alfredo Bosi 91 Kb</a></font></span></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/manifestocomunista.pdf">Manifesto Comunista - Marx e Engels 116 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/breton.pdf">Manifesto do Surrealismo - André Breton 242Kb</a></font></b></td></tr><tr><td></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/maquiavel.pdf">Nicolau Maquiavel - Uma Biografia 91Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/marx.pdf">Karl Marx - Uma Biografia 159Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/livrodemagoas.pdf">Livro de Mágoas - Florbela Espanca 92 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/maximaseminimas.pdf">Máximas e Mínimas do Barão de Itararé 160 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/mortevidaseverina.pdf">Morte e Vida Severina - João Cabral de Mello Netto 121Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/negreiro.pdf">Navio Negreiro - Castro Alves 81Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/nietzsche.pdf">Nietzsche, Friedrich - Uma Biografia 183Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/oabolicionismo.pdf">O Abolicionismo - Joaquim Nabuco 511 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><b><a href="/livros/arquivos/oestadoearevolucao.pdf">O Estado e a Revolução - Lênin 393 Kb</a></b></font></td></tr><tr><td><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><b><a href="/livros/arquivos/sertoes.pdf">Os Sertões - Euclides da Cunha 1.658 Kb</a></b></font></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/paraprincipiantes.pdf">Os Sertões para Principiantes - Síntese da Obra 55 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><span style="FONT-WEIGHT: 700; FONT-FAMILY: Verdana"><a href="/livros/arquivos/poruma.pdf" target="_blank"><font style="FONT-SIZE: 9pt">Por uma Arte Revolucionaria Independente - Breton e Trotski 87 Kb</font></a></span></td></tr><tr><td><span style="FONT-WEIGHT: 700; FONT-FAMILY: Verdana"><a href="/livros/arquivos/javanes.pdf"><font style="FONT-SIZE: 9pt">O Homem que Sabia Javanês e outros contos - Lima Barreto 405 Kb</font></a></span></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/oprincipe.pdf">O Príncipe - Maquiavel 252Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/ondas.pdf">Ondas e Outros Poemas - Euclides da Cunha 176 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/aosmocos.pdf">Oração aos Moços - Ruy Barbosa 101 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/orouxinolearosa.pdf"><span>O Rouxinol e a Rosa - Oscar Wilde 38 Kb</span></a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/quefazer.rtf">Que Fazer - Vladímir Lênin 546 KB</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/rebeliaodasmassas.rtf">Rebelião das Massas - José Ortega y Gasset 689 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><font face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/recordacoesisaias.pdf"><span style="FONT-WEIGHT: 700; FONT-SIZE: 9pt; TEXT-DECORATION: none">Recordações do Escrivão Isaías Caminha - Lima Barreto 464 Kb</span></a></font></td></tr><tr><td></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/salarioprecoelucro.pdf">Salário, Preço e Lucro - Karl Marx 518 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/trabalhoengels.pdf">Sobre o Papel do Trabalho na Transformação do Macaco em Homem - Friedrich Engels 68 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><font face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/bocagesonetos.pdf"><span style="FONT-WEIGHT: 700; FONT-SIZE: 9pt; TEXT-DECORATION: none">Sonetos de Bocage 162 KB</span></a></font></td></tr><tr><td></td></tr><tr><td><b><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/95teses.pdf">Teses de Martinho Lutero, 95 76 Kb</a></font></b></td></tr><tr><td><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><span style="FONT-WEIGHT: 700"><a href="/livros/arquivos/feuerbach.pdf">Teses Sobre Feuerbach - Karl Marx 33 Kb</a></span></font></td></tr><tr><td><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><span style="FONT-WEIGHT: 700"><a href="/livros/arquivos/brasilino.pdf">Um Dia na Vida do Brasilino - Paulo Guilhermo Martins 47 Kb</a></span></font></td></tr><tr><td><span style="FONT-WEIGHT: 700"><font style="FONT-SIZE: 9pt" face="Verdana"><a href="/livros/arquivos/vialactea.pdf">Via Láctea - Olavo Bilac 105 Kb</a></font></span></td></tr></tbody></table><br /><br />Visitem o site <a href="http://www.culturabrasil.org/">http://www.culturabrasil.org</a> ...<br /><br /><a href="http://www.nafaixa.net/artigos/374">www.nafaixa.net</a>
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			</item>

      
	<item>
		<title>O papel da televisão no Brasil</title>
		<description><![CDATA[
<br /><span class="detailsText"><font size="2">Autor: Marçal Rogério Rizzo*<br /><br />A sociedade atual, que se diz tão moderna e avançada, criou hábitos e costumes que tendem a torná-la uma sociedade cada vez mais desigual, consumista e fútil. Hoje o que vemos são pessoas buscando sua felicidade no ato do consumir. Sempre estão “carentes” por algo e nunca se sentem satisfeitas e felizes com o que possuem. É evidente que o Brasil é um país que tem um subconsumo, temos a mazela da desigualdade social nos assolando. <br /><br />Entretanto, nosso artigo não está aqui para discutir os problemas socioeconômicos do Brasil, vem para tentar “levantar a lebre” sobre o papel da televisão em nosso dia-a-dia. Amigos e amigas, vocês já pensaram na força que a televisão tem? O que ela pode fazer com a cabeça das pessoas? Então vamos lá! Ela entra em nossas casas sem pedir licença e ainda nos faz dar atenção por horas e mais horas para o que ela está mostrando e falando. Aliás, nosso sagrado tempo, afinal a vida de todo mundo é corrida. <br /><br />A televisão cria e destrói ídolos, basta vermos esses reality shows que escolhem pessoas e transformam as mesmas em heróis ou bandidos. E os políticos, aliás, grande parte dos maus políticos (não todos) possuem um canal de televisão e ali “nadam de braçada” mostrando para o povo o que mais lhes interessa. Há também os canais que não são nada imparciais, basta lembrarmos do namoro do Collor com canais de televisão, namoro que não virou casamento, mas sim uma separação cheia de confusões e brigas. <br /><br />Dia desses assisti o programa “Observatório da Imprensa” na TV Cultura e um dos participantes, que não recordo o nome, disse algo que vem fazendo sentido. A concessão de canais é algo tão obscuro e utilizado de forma política pelo governo. <br /><br />Os canais que deveriam ser para entretenimento e informação estão sendo usados de palanque político ou de altar religioso. <br /><br />Penso que nesse artigo cabe falarmos da qualidade dos programas que entram em nossos lares. Grande parte da programação televisiva está inundada de programas sensacionalistas, que ficam falando de violência, de fofocas da vida de pessoas que se dizem artistas, de programas de auditório com brincadeiras ridículas ou então cozinhando o tempo todo. Até mesmo as novelas estão recheadas de propagandas e mostrando sempre um final ideal para aqueles que mais consomem. <br /><br />Para piorar tudo, de um tempo pra cá surgiram os modelos enlatados de reality shows que são uma verdadeira apelaçãoàa inteligência humana. Por trás de toda aquela porcaria há uma forte campanha de marketing. <br /><br />A televisão tenta criar pessoas padronizadas que só serão felizes se forem saradas, bonitas e se consumirem o máximo possível. Embute na cabeça dos telespectadores que o necessário é comprar, comprar e comprar.<br /><br />A revista Ciência e Cultura publicação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), do trimestre abr/mai/jun. de 2006 traz o texto “Desligue a televisão!... para religá-la com mais critério e rigor” onde há dados de uma pesquisa interessante que confirma que até as crianças vem sendo “pegas” por essa máquina de moer cérebros. A pesquisa do Instituto Eurodata TV World Wide revela que as crianças brasileiras ficam 3 horas e meia diante da telinha recebendo um monte de informação ruim, onde as propagandas estão assediando-as a todo o momento. As empresas anunciantes já olham para as crianças como consumidores mirins que exigem dos pais a compra de determinados produtos. Para efeito de comparação a mesma pesquisa mostra que as crianças norte-americanas assistem televisão 3h16m, as indonésias 3h5m e as italianas 2h43m. <br /><br />No mesmo texto a pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Gilda Girardello afirma que: “A indústria do entretenimento trata a criança como público-alvo consumidor e não como um cidadão em desenvolvimento”. Na verdade o que tem valor são as cifras monetárias e não a cidadania.<br /><br />Outro texto que vem para contribuir com nossa discussão é “Ciência e TV: a união desejável” também publicado na revista Ciência e Cultura da SBPC (trimestre out/nov/dez de 2006) onde apresenta um estudo realizado pela pesquisadora e professora Marília Franco (ECA-USP) que como o próprio título do texto afirma é desejável ter mais programas voltados pra ciência na televisão. Esse tipo de programa fica restrito aos canais de assinatura e quando passam na televisão aberta os horários são inadequados, sempre bem cedo, isso faz com que sua audiência seja baixa e depois retirados do ar. Segundo a pesquisadora, programas científicos na televisão aberta incentivaria parte dos jovens a buscarem sua vocação para a ciência. <br /><br />Outra informação interessante que consta nesse texto é que muitas vezes as matérias científicas são usadas de forma sensacionalista e como um apelo emocional. <br /><br />Marília Franco atribui a várias causas dentre elas a má formação dos jornalistas, a poucos jornalistas especializados em ciência e, por fim, ao pouco tempo que é dado para as matérias de ciências, o que torna as matérias superficiais. <br />Em breve teremos a TV digital e quem sabe isso muda, ou seja, melhore a programação. <br /><br />Outro ponto que é discutido é a regulação na programação, mas falar em regular a programação esquenta o tom da discussão e os canais de televisão que exploram essa mediocridade alegam que isso é censura. Devemos lembrar que em países democráticos e desenvolvidos como França, Alemanha e Reino Unido existem órgãos com poder de sanção. <br /><br />No caso do Brasil, não há nenhuma instância reguladora para cobrar das emissoras mudanças adequadas que garantam uma melhor qualidade na programação. Diante disso, temos que engolir “goela abaixo” essa programação recheada de mau gosto e venda de produtos e serviços. Finalmente, quem sabe se tivéssemos coragem de criar uma agência reguladora que funcionasse teríamos no futuro ganhos sociais imensuráveis.<br /><br />Para encerrar fica uma frase da jornalista Denise Oliveira que foi extraída da revista da SBPC: “Como não existe entretenimento vazio de conteúdos, de idéias, é um grande equívoco pensar em crianças, ao assistir à TV, ao jogar videogame ou até mesmo ao praticar esportes, estejam apenas brincando”. <br /><br />*Marçal Rogério Rizzo é Economista, Professor Universitário, Especialista em Economia do Trabalho e Sindicalismo pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Especialista em Gerenciamento de Micro e Pequenas Empresas pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Mestre em Desenvolvimento Regional pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).</font><br /><br />Fonte: <a href="http://www.artigos.com">www.artigos.com</a> </span>...<br /><br /><a href="http://www.nafaixa.net/artigos/309">www.nafaixa.net</a>
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<link>http://www.nafaixa.net/artigos/309</link>
			</item>

      
	<item>
		<title>A educação é a resposta</title>
		<description><![CDATA[
<br /><span class="detailsText"><font size="2">Autores: Marçal Rogério Rizzo* e Lívia Patrícia Pereira** <br /><br />Sabemos que o Brasil está entre as dez maiores economias do mundo. Entretanto, é um país que passa por graves problemas como a violência, o desemprego, a concentração de renda, a corrupção entre outros. <br /><br />Mas o que deveria ser feito para melhorar esse grave cenário? A resposta é investir de verdade em educação! Deixar o jogo do “faz de conta de lado” e buscar as mudanças através da educação. Precisamos criar mais oportunidades e perspectivas de desenvolvimento para a camada mais jovem da população.<br /><br />Hoje o jovem vê a escola pública como um fantoche na mão de políticos descompromissados e despreparados. O ensino público está cada vez mais defasado. A progressão continuada vem sendo objeto de economia para os cofres públicos e não um instrumento de melhoria como os políticos e seus bajuladores pregam. <br /><br />Lucas de Bragança Freixo em seu artigo intitulado “É preciso investir na Educação” ressalta que: “A maioria dos jovens brasileiros infelizmente não têm a educação necessária que deveriam ter. Uma grande forma do jovem ter um pensamento crítico construtivo é a leitura, mas as escolas públicas municipais e estaduais infelizmente não incentivam. Hoje infelizmente temos que pagar uma escola particular para ter um ensino de qualidade”. <br /><br />Deveríamos ter uma educação de qualidade, uma educação geradora de esperança e oportunidades. A escola pública deveria ser vista como um lugar “sagrado”, como um ambiente transformador e formador de opinião. Mas, o que vemos é a falta de investimento na educação e isso nos torna “pessimistas”, verdadeiros “cavaleiros do apocalipse”, pois sem educação não conseguiremos construir um país melhor. <br /><br />O Senador Cristovam Buarque escreveu um artigo na Folha de São Paulo em 22 de outubro de 2006 dizendo que: “O Brasil tem optado sempre pelo pequeno avanço. No lugar da abolição preferiu leis para aliviar a escravidão, até que ela se esgotou. Mas nada fez para incorporar os ex-escravos. Em vez de uma industrialização consistente, preferiu o protecionismo estatal, com técnicas e capital importados. O resultado é que não temos uma demanda de acordo com o nosso tamanho, tampouco base financeira, científica e tecnológica que promova nossa inserção no mundo moderno com a inclusão de todos os brasileiros”.<br /><br />O Brasil primeiramente precisaria investir na educação, pois vivemos a “Era do Conhecimento” e nesse novo mundo é preciso aprender durante toda a vida para que com seus conhecimentos possam exercer melhor a cidadania e contribuir para o desenvolvimento do país.<br /><br />Buarque lembra, ainda, que “O único caminho para reorientar o futuro e criar uma nação sem desigualdade e sem atraso está em uma revolução que comece pela educação da primeira infância e chegue a consolidação de um forte aparato científico e tecnológico [...] “Uma revolução com o lápis substituindo o fuzil; escolas no lugar de trincheiras; professores, em vez de guerrilheiros; que distribua conhecimento, em vez de concentrar capital nas mãos do Estado”. <br /><br />A desigualdade social só será extinta da nossa realidade quando houver uma política voltada para a população desprivilegiada, pois vivemos em um país democrático e essa diferença não deveria existir.<br />Somente uma movimentação nacional para o melhoramento no nível educacional do país poderá mudar a cara do Brasil, pois a boa qualidade da educação é uma tarefa essencial para o desenvolvimento do nosso Brasil.<br /><br />* Marçal Rogério Rizzo: Economista, professor universitário, especialista em Economia do Trabalho pela Unicamp, especialista em Gerenciamento de Micro e Pequenas Empresas pela Universidade Federal de Lavras, mestre em Desenvolvimento Econômico pelo Instituto de Economia da Unicamp e doutorando em Dinâmica e Meio Ambiente pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP de Presidente Prudente - SP).<br /><br />** Lívia Patrícia Pereira: Acadêmica do 3º. Semestre do Curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Toledo – UniToledo.</font></span> <br /><br />Fonte: <a href="http://www.artigos.com">www.artigos.com</a> ...<br /><br /><a href="http://www.nafaixa.net/artigos/258">www.nafaixa.net</a>
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<link>http://www.nafaixa.net/artigos/258</link>
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	<item>
		<title>Metade das línguas faladas no mundo sob ameaça de extinção</title>
		<description><![CDATA[
<p>Marion Andrea Strüssmann | www.dw-world.de | © Deutsche Welle.</p>Preservar o idioma é preservar a cultura de um povo <div class="detailContent"><h4 class="detailContentTeasertext">Atualmente existem cerca de 6500 línguas diferentes em todo o mundo. Quase metade é falada com pouca freqüência. As chamadas línguas minoritárias e os dialetos estão sob forte ameaça de extinção.</h4></div><div class="detailContent"><p /><p>A informação é da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) a partir de um estudo que analisa a pressão exercida naturalmente pelas línguas dominantes e a repressão política, apontadas como principais responsáveis pelo possível extermínio de cerca da metade dos 6500 idiomas falados em todo o mundo. </p><p>Tal redução pode causar sérios danos à riqueza lingüística mundial, conforme dados do relatório. O texto alerta que o desaparecimento de uma língua acarreta na perda definitiva de uma parte insubstituível do conhecimento humano. Em outras palavras, quando uma língua morre leva consigo a cultura do povo que praticava o idioma. E isso é irreversível.</p><b><p>Línguas dominantes x línguas minoritárias</p></b><p>A América e a Austrália estão na pior situação. Na Austrália, nos últimos 100 anos, foram extintas centenas de línguas aborígenes e outras tantas estão em processo de desaparecimento em decorrência das políticas de assimilação cultural em voga até a década de 70. O país prezava o idioma inglês como língua oficial em detrimento das línguas minoritárias.</p><p>Nos Estados Unidos, pelo menos 150 línguas indígenas, que conseguiram sobreviver à chegada dos europeus no continente alguns séculos atrás, estão agora ameaçadas de extinção. O mesmo acontece com muitas línguas ainda faladas pelos índios brasileiros.</p><p>Na Europa são faladas 230 línguas, enquanto no continente asiático são 2200. Na África, 550 línguas das 1,4 mil existentes poderão sumir em breve. O estudo cita ainda países como Japão, Filipinas e Papua Nova Guiné. Nesta região do Pacífico concentram-se atualmente um terço de todas as línguas faladas no mundo.</p><p>Os idiomas francês, espanhol, chinês e russo sufocaram as línguas minoritárias em seus países. A principal causa seria a globalização, que indiretamente padroniza o idioma de cada nação. Isso faz com que as línguas que não são oficiais acabem sendo pouco valorizadas e faladas por um número cada vez menor de pessoas.</p><b><p>Dialetos em extinção</p></b><p>Não apenas as línguas minoritárias estão ameaçadas de desaparecimento em várias partes do mundo. O dialeto, modalidade regional de uma língua, caracterizada por certas peculiaridades fonéticas, gramaticais ou léxicas, também segue o mesmo rumo em muitos países. </p><p>Na Alemanha ainda são falados diversos dialetos, especialmente em cidades do interior. O dialeto praticado, por exemplo, na Baviera, sul do país, é tão complexo e rico quanto o dialeto falado no norte da Alemanha. Prova disso é que a compreensão entre ambos é difícil. O elo de ligação é o alemão oficial.</p><b><p>De volta às raízes</p></b><p>São poucos os países que tem consciência da importância da preservação de línguas minoritárias. Um exemplo é a Irlanda. Nos séculos 17 e 18, com a ocupação inglesa, a língua galesa foi proibida de ser falada. Os irlandeses, entretanto, não se deixaram intimidar pela proibição e continuaram se comunicando às escondidas em galês. </p><p>Em 1921, a língua galesa voltou a ser aceita sem restrições e passou a ser ensinada nas escolas. A chamada Lei da Língua Galesa, de 1993, estimula a difusão do idioma, hoje falado por cerca de 19% da população.</p><p /></div><p class="author">Marion Andrea Strüssmann </p>...<br /><br /><a href="http://www.nafaixa.net/artigos/248">www.nafaixa.net</a>
]]></description>
<link>http://www.nafaixa.net/artigos/248</link>
			</item>

      
	<item>
		<title>Recordes da natureza</title>
		<description><![CDATA[
<strong>Recordes da natureza<br />A maior cordilheira</strong><br />Cordilheira dos Andes, na América do Sul, com 8 mil quilômetros. <br /><br /><b>A maior ilha</b><br />Groenlândia, com 2.175.600 km2. <br /><br /><b>A montanha mais alta</b><br />Mauna Kea, no Havaí, tem 10.203 metros a partir do fundo do oceano Pacífico. Se for considerado apenas o pedaço que fica acima do nível do mar, a montanha conta com 4.205 metros. <br /><br /><b>A principal queda d'água</b><br />Angel, na Venezuela, com 979 metros de altura. <br /><br /><b>O lago mais alto</b><br />O mais alto lago navegável é o Titicaca, no Peru, 3.811 metros acima do nível do mar. <br /><br /><b>O lago mais profundo</b><br />Lago Baikal, Rússia, com 1.620 metros. <br /><br /><b>O maior golfo</b><br />Golfo do México, com 1.502.200 km2. <br /><br /><b>O maior lago</b><br />Mar Cáspio, entre Rússia e Irã, 372.000 km2 e 980 metros de profundidade. <br /><br /><b>O maior rio em extensão</b><br />Amazonas, com 7.025 quilômetros. <br /><br /><b>O maior vulcão</b><br />Gallatiri, Chile, com 6.060 metros. <br /><br /><b>O oceano mais profundo</b><br />Oceano Pacífico, com uma profundidade média de 4.267 metros. <br /><br /><b>O ponto mais alto</b><br />Monte Everest, no Himalaia, fronteira entre Nepal e Tibete, 8.850 metros acima do nível do mar. <br /><br /><b>O ponto mais baixo</b><br />Mar Morto, entre Israel e Jordânia. A superfície da água está 396 metros abaixo do nível do mar. <br /><br /><b>O ponto mais chuvoso</b><br />Monte Waialeale, no Havaí, com uma média anual de 11.680 mm. <br /><br /><b>O ponto mais frio</b><br />Estação de Vostok, na Antártida, -89,2ºC (21/07/1983). <br /><br /><b>O ponto mais quente</b><br />El Azizia, Líbia, 58ºC (13/09/1922). <br /><br /><b>O ponto mais seco</b><br />Deserto de Atacama, no Chile, sem chuvas do ano de 400 a 1971.<br /><br />Fonte: <a href="http://guiadoscuriosos.ig.com.br/">http://guiadoscuriosos.ig.com.br/</a> ...<br /><br /><a href="http://www.nafaixa.net/artigos/247">www.nafaixa.net</a>
]]></description>
<link>http://www.nafaixa.net/artigos/247</link>
			</item>

      
	<item>
		<title>Democracia realmente conduz à paz?</title>
		<description><![CDATA[
<table cellspacing="0" cellpadding="4" width="96%" align="center" border="0"><tbody><tr><td><span class="detailsText"><font size="2">A teoria da Paz Democrática teve suas bases fundadas com Immanuel Kant, em seu tratado da Paz Eterna (1981). <br />Se felizes circunstâncias concorrerem para que sociedades fortalecidas e iluminadas resolvam se organizar numa república, - cuja natureza já predispõe em favor da paz perpétua, - isso irá promover um centro para uma união federativa, incentivando outros Estados a fazer o mesmo, e formando as condições seguras para a liberdade entre todos os Estados, de acordo com a idéia do direito das nações; e tal união irá se estender, no decurso do tempo, pela adição de outras conexões deste mesmo tipo (KANT, 1981). <br />Kant argumentava que a expansão persistente e gradual de uma federação de repúblicas liberais no cenário internacional fortaleceria a confiança nos direitos internacionais, diminuindo a probabilidade dos países democráticos entrarem em guerra entre si. O autor lança, desta forma, as noções que mais tarde se desenvolveram na Teoria da Paz Democrática.<br />Esta corrente teórica precisava explicar a seguinte anomalia: embora democracias sejam tão propensas ao confronto bélico como os Estados não-democráticos, elas irão hesitar a entrar em guerra com aqueles Estados reconhecidamente democráticos. A questão central seria, portanto, identificar quais as características especiais dos Estados democráticos que os constringem a não usar ameaças coercitivas, ou mesmo a não entrar em guerra, com outras democracias. Para tanto, duas argumentações foram desenvolvidas: uma em relação às constrições institucionais (decorrente de teorias estruturais) e outra sobre as normas e regras democráticas (decorrente de teorias normativas).<br />A estrutura política doméstica implantada pela democracia institucionaliza formas de constranger o governo a ser mais relutante ao tomar medidas bélicas por meio de três mecanismos: o sistema eleitoral para a seleção do corpo executivo, a acirrada competição política, e o processo pluralizado das decisões sobre política externa. Michael Doyle (1986) enfatiza o poder dos cidadãos descontentes ao manifestarem sua contrariedade por meio do voto, imputando seus custos pessoais à carreira política daqueles representantes mais beligerantes.<br />Uma segunda argumentação foca na percepção positiva que Estados democráticos desenvolvem sobre outras democracias. A mesma cultura, com suas noções e práticas, que permite a resolução pacífica de conflitos domésticos é aplicada na política externa de uma nação democrática. Tais Estados assumem igualmente que outras democracias fazem o mesmo, tanto em sua política doméstica, quanto nas suas relações exteriores. Esta concepção cria condições para interações positivas, promovendo a cooperação em torno de interesses comuns. A relação entre estes Estados se sustentaria, portanto, na crença de que a paz entre eles implicaria em benefícios múltiplos, sendo uma situação sempre desejável e facilmente mantida.<br />De outro lado, se uma democracia se depara com rivais não democráticos, o risco de que este rival use da moderação bélica inerente ao sistema democrático para prejudicá-la faz com que ela opte por responder com todas as armas e estratégias bélicas necessárias à sua vitória. <br />Quando uma democracia entra em conflito com um Estado não democrático, ela não irá esperar que o outro Estado se sinta constrangido por tais normas [de respeito mútuo provenientes da cultura democrática]. Ela pode se sentir obrigada a se adaptar às normas mais rigorosas da conduta internacional, para não ser explorada ou mesmo eliminada por aquele Estado não democrático que aproveite da moderação inerente às democracias . (RUSSETT, 1993). <br /><br /><br />Estes argumentos são contestados pela visão realista. O sistema internacional realista é marcado pela anarquia, caracterizando uma situação de acirrada competição entre os Estados pela manutenção da sua sobrevivência e luta por seus interesses. Neste sistema, há ausência de uma autoridade central capaz de fazer e implementar regras de comportamento que constrinjam as unidades estatais a não adotarem condutas ofensivas umas contra as outras. Os resultados das disputas bélicas são, portanto, potencialmente extremos, acarretando desde a perda de parte da autonomia e, conseqüentemente da soberania, pelos vencidos, até a ocupação ou sua completa extinção. Num cenário realista, o medo e a desconfiança entre os Estados é a condição normal, e principal, das relações internacionais. Desta forma, tentativas de cooperação são sempre frágeis e implicam em ganhos e perdas de poder que podem modificar o equilíbrio internacional, provocando, inclusive, guerras mundiais. Não haveria como escapar dos dilemas em favor da segurança, pois os riscos de ignorá-los seriam muito altos.<br />Desta forma, os realistas baseiam-se nesta análise de contexto para defenderem que, ao contrário do argumento professado pela paz democrática, mudanças na política doméstica dos Estados não alteraram a dinâmica de poder do sistema internacional, cuja natureza anárquica continuaria a promover o medo e a insegurança entre os Estados. Tal perspectiva enfatiza, portanto, que os Estados democráticos irão sempre responder à lógica da situação em que se encontram, mesmo que isso possa significar resultados indesejáveis, como a guerra com outras democracias (LAYNE, 1998). <br /><br />2.4.2- Como o Liberalismo produz a Paz Democrática<br />John Owen (1998) expõe como os argumentos liberais conseguem responder às questões apontadas pelo realismo.<br />As idéias liberais seriam a variável independente que influi na política externa das democracias liberais . Tais idéias sustentam três variáveis interdependentes: a ideologia liberal, as instituições domésticas democráticas, e o reconhecimento mútuo entre democracias; os quais irão moldar a política externa. A ideologia liberal proíbe a guerra contra outras democracias liberais, mas, algumas vezes, pede a guerra contra Estados não-liberais. As instituições democráticas permitem que as opiniões e preferências dos cidadãos liberais afetem a política externa e, conseqüentemente, as relações internacionais. Para tanto, é imprescindível que os Estados se percebam enquanto democracias, a fim de que a relação entre eles se sustente na confiança e identificação de interesses comuns.<br />A ideologia liberal é universal e tolerante. Embora crenças e culturas possam diferir no cenário mundial, os liberais argumentam que todas as pessoas compartilham do mesmo interesse de auto-preservação e bem-estar material. Há, portanto, uma harmonia de interesses entre todas as sociedades. Para que esta harmonia se realize, no entanto, cada indivíduo precisa ter liberdade para seguir suas próprias preferências, até o ponto em que não prejudiquem os direitos de liberdade alheia. Desta forma, a cooperação seria do interesse geral, levando as pessoas a evitarem o uso da coerção e da violência para que a harmonia se instale nas relações sociais.<br />Os liberais também argumentam que nem todas as pessoas e nações são livres. Para tanto, duas condições são necessárias: que as pessoas ou nações sejam instruídas ou iluminadas de forma a ter consciência de seus interesses e de como eles devem ser assegurados; e que elas vivam dentro de instituições igualmente iluminadas, as quais irão permitir que os verdadeiros interesses nacionais moldem a política. Cabe, portanto, às instituições domésticas proteger o direito dos indivíduos ao governo autônomo de suas preferências, outorgando a eles formas de poder sobre seus governantes que previnam a tirania. Estes objetivos são viabilizados por meio da liberdade de expressão, a qual permite que os cidadãos avaliem as diversas alternativas para a política externa, e o sistema de eleições competitivas, possibilitando a punição de representantes políticos que violem os direitos liberais. O liberalismo acredita que as pessoas que lutam e sustentam a guerra devem ter o direito de serem consultadas na decisão bélica (OWEN, 1997).<br />Há ainda um terceiro ponto imprescindível ao alcance da Paz Democrática: as democracias precisam acreditar que os outros Estados com os quais elas iram buscar relações pacíficas são igualmente democráticos. Isto significa que não basta que os demais Estados se reconheçam democráticos, é preciso que a percepção dos cidadãos daquela democracia seja neste sentido. A presença de mecanismos de constrição dos governos não é suficiente para assegurar a cooperação e a harmonia, é preciso que aquele Estado democrático perceba a outra parte da relação como igualmente democrática, para que haja confiança nas suas intenções pacíficas. O autor expõe este ponto como a chave central para compreender as aparentes exceções da história à afirmação teórica de que Estados democráticos não irão entrar em guerra uns com os outros. Nestes casos, Owen explica que eles não se reconheciam como democracias, por isso recorreram à guerra para defenderem seus interesses. <br />O autor argumenta, portanto, que estes três aspectos da dinâmica liberal irão moldar a política externa do Estado, por meio de seis hipóteses. <br />- Estados liberais irão confiar naqueles Estados que eles considerem, igualmente, como democracias liberais. A política externa liberal seria, portanto, orientada para identificar os Estados no cenário internacional pelo tipo de regime político que adotam, em contraste com o neo-realismo, que distingue os Estados de acordo com suas capacidades. Democracias liberais compartilham dos interesses de auto-preservação e bem-estar, promovendo a harmonia das suas relações. <br />- Quando liberais observam um Estado estrangeiro implementando os mesmos preceitos, eles passam a adotar medidas que promovam relações pacíficas. Democracias liberais são percebidas como razoáveis, previsíveis e confiáveis, o que incentiva outros Estados a buscar construir interações que promovam a paz entre eles. <br />- Estados liberais irão acreditar que democracias liberais compartilham de seus interesses, e que Estados não-liberais não. Estados não-liberais são percebidos, a primeira vista, como pouco razoáveis, imprevisíveis, e potencialmente perigosos. Pelo fato de serem governados por déspotas ou mesmo por cidadãos pouco iluminados, estes Estados irão buscar interesses não-liberais, como a conquista de poder, a intolerância, ou o empobrecimento de outros. <br />- Liberais irão modificar sua política de relações exteriores quando entram em confronto com Estados não-liberais, a menos que esses modifiquem suas instituições para outras mais liberais. Na relação com estes Estados, há sempre o risco da guerra. Sendo que o confronto bélico irá ser defendido quando servir para os propósitos liberais. No entanto, as democracias liberais não irão automaticamente iniciar uma cruzada na defesa e expansão da liberdade. Para tanto, os custos para fazê-lo serão estimados, podendo ser muito altos quando o Estado não-liberal é muito poderoso. Esta situação demonstra que as democracias liberais não escapam por completo dos imperativos da política realista, centrada no poder.<br />- Elites liberais irão promover políticas liberais diante do risco da guerra. Na prática, são os representantes políticos ou as lideranças elitistas que orientam as decisões políticas de uma nação liberal. Diante da possibilidade do engajamento do Estado em relações bélicas, a elite liberal irá movimentar seus recursos para promover o debate nacional sobre a defesa dos interesses liberais.<br />- Durante crises nas relações exteriores, o governo irá ser constrangido a seguir a ideologia liberal na prática política. Quando surge o risco da guerra, a população irá se mobilizar para fazer valer seus interesses liberais, uma vez que é ela quem paga os altos custos do confronto bélico, seja com recursos financeiros ou humanos. Para tanto, ela irá fazer uso das instituições liberais, promovendo a liberdade de expressão e a reação eleitoral constrangendo os governos a decidir em favor de suas preferências. Neste ponto, é importante notar que mesmo quando líderes optam por tomar decisões não-liberais, o sistema democrático liberal impede que tais decisões sejam realizadas continuamente.<br />Desta forma, para o argumento realista de que as democracias eventualmente irão entrar em guerra umas com as outras, Owen aponta duas respostas. A primeira é que as democracias liberais nem sempre consideram uma as outras como liberais, sendo este o motivo para várias das exceções apontadas na história pelos realistas. Em segundo lugar, democracias liberais podem ser governadas por líderes não-liberais que poderão implementar, de alguma forma e por tempo limitado, práticas não-liberais na política externa daquele Estado. <br /><br /><br />2.4.3- O processo de democratização<br />Conforme foi demonstrado pela perspectiva liberal, o sistema democrático apresenta vantagens no auxílio à construção da paz, uma vez que estabelece um conjunto de regras legítimas que imputam aos grupos políticos condições igualitárias na livre competição pelo poder e administra as demandas sociais dentro de um jogo de barganha não violento (SISK, 2004).<br />No entanto, a construção da democracia é um processo que precisa de tempo para articular as forças sociais na maturação dos novos arranjos institucionais (MANSFIEL e SNYDER, 1995). A adequação dos esforços de democratização ao contexto social particular também é decisiva na mobilização dos diversos sujeitos do processo político, promovendo uma pluralidade de interesses que poderá contribuir positivamente na formulação de propostas criativas. É enfático apontar, portanto, que a democratização é um movimento gradual e complexo, devendo ser compreendido enquanto tal, por parte dos agentes que tentam induzi-lo (BÄCHLER, 2004).<br />Por muitos anos, presumiu-se que a democracia não era um sistema governamental adequado para aquelas sociedades divididas do pós-guerra. Acreditava-se que as políticas de igualdade de competição, de liberdade de decisão, e outras implementadas pelo sistema democrático eram ideais demasiadamente difíceis de serem alcançados pelas sociedades emergentes de conflitos (SISK, 2004). De fato, o processo de democratização tende a sofrer reveses no curto prazo, apresentando resultados completamente opostos aos pretendidos. Este fenômeno decorre da dificuldade em se distribuir recursos de poder entre os grupos de interesse da sociedade. Antigas elites políticas tendem a usar da imperfeição das recém-criadas instituições democráticas para mobilizar insatisfações e pressões sociais em manifestações contrárias ao processo que se busca instaurar, inclusive com o retorno ao conflito violento (MANSFIEL e SNYDER, 1995). Os riscos de um retorno à confrontação bélica e a dificuldade da frágil sociedade civil em superá-los são agravados ainda mais quando a urgência dos agentes de construção da paz em resolver o conflito, desejando pôr fim definitivo às forças divergentes do contexto social, implantam soluções de fora para dentro, sem a devida consideração com as necessidades sociais responsáveis pela articulação de instituições eficazes e sustentáveis. <br />Esta perspectiva adquiriu, no pós-Guerra Fria, novos contornos. A maioria dos atores diretamente ligados à promoção da paz passou a defender que a melhor solução então disponível para reconciliar os interesses sociais em conflito seria aquela ofertada pelo sistema democrático (DIAMOND, 1995). A eficácia das propostas alternativas ao embate violento, em direção a uma administração pacífica dos impasses sociais, se legitimaria por meio de procedimentos democráticos, tais como a competição eleitoral pelo poder, a criação de partidos políticos, a participação pública e o estabelecimento de um Estado de Direito. A superioridade do sistema democrático se fundamentaria, portanto, na sua natureza participativa, representativa e eqüitativa.<br />O receio aos riscos do processo de democratização deveria ser superado com o maior envolvimento da sociedade plural, imputando aos diversos grupos de interesse (e não somente às elites) a capacidade de manifestar suas propostas políticas através de um sistema institucionalizado. Larry Diamond (1995) sintetizou esta perspectiva em quatro pontos fundamentais ao sucesso da transição democrática:<br />- O reconhecimento das identidades plurais;<br />- A proteção legal dos direitos dos grupos minoritários;<br />- A devolução da capacidade de poder às várias localidades e regiões;<br />- A implementação de instituições políticas que promovam barganha e legitimação do poder central. <br />Neste sentido, a construção de um sistema democrático deveria viabilizar a participação igualitária dos diversos grupos sociais através da qualificação dos seus meios procedimentais de decisão. A implementação destes programas provocaria uma redistribuição das forças políticas criando, assim, um contra-balanceamento à influência das elites, e maior eficácia das instituições na transição política.<br />Embora tal mudança de perspectiva apresente, de fato, ganhos consideráveis ao sucesso dos projetos implementados, a urgência em se resolver a dinâmica conflitiva permaneceu constante por parte dos agentes de construção da paz. Apesar do processo de democratização ter se tornado mais complexo, necessitando, da forma como foi estruturado, de um auxílio presente por parte dos agentes externos (CALL, 2001), a preocupação com a questão do tempo permanece diante da tensão imposta pelo problema do financiamento das atividades. O resultado desta incongruência de planejamentos (projetos que demandam tempo, mas que devem ser articulados no curto prazo) se reflete na ausência de sustentabilidade das propostas implementadas assim que os agentes interventores diminuem suas atividades.<br />A indução de um processo democrático de fora para dentro é notoriamente difícil; e se agrava se a urgência na construção de estruturas acarreta na exportação de regras e instituições prontas e insensíveis às diferenças nos contextos sociais (SISK, 2004). Outro fator passível de acontecer é a excessiva concentração de esforços na reconstrução do aparato estatal, em prejuízo das políticas públicas de mobilização, participação e educação da população afetada pelo conflito (BÄCHLER, 2004). <br />No entanto, a atenção às dimensões relacionais, pessoais e culturais do conflito é, conforme exposto nos argumentos de Lederach (1997), imprescindível. O autor demonstra como as forças que orientam a dinâmica conflitiva se sustentam nos relacionamentos sociais, estando, portanto, arraigadas na história de cada sociedade; as quais requerem tempo para serem compreendidas e modificadas. No entanto, a urgência com que o processo de democratização é implementado pode acarretar em sérios riscos à viabilidade dos projetos de transformação política se negligenciar a importância das forças sociais na dinâmica do problema. <br />Para resolver este problema, Lederach vai ainda mais longe. O autor defende ser necessária uma reformulação da perspectiva que embasa as atividades de peacebuilding deste seu ponto de partida. A compreensão do conflito enquanto algo positivo à evolução social, uma vez que movimenta energias que provocam mudanças necessárias, implica em repensar o momento como uma oportunidade que deve ser aproveitada e não sanada. A expressão violenta de tais reformas somente denota o grau de importância que lhes é conferida pelos grupos sociais em contenda; sendo esta a prática que deve ser suplantada. A condução de projetos de transformação social pode se beneficiar largamente da energia gerada pelo conflito, desde que o desejo de competição política via confrontação bélica passe a ser administrado dentro de formatos pacíficos de negociação. E neste ponto, caberia aos agentes indutores da democracia minimizar os riscos do retorno à violência e maximizar os ganhos de uma transição harmoniosa.<br />A partir da proposta de Lederach, portanto, torna-se evidente a importância em se adotar uma visão ampliada do processo de democratização. O reconhecimento da necessidade de um planejamento de longo prazo, assim como da valorização e mobilização das diversas dimensões do problema conflitivo, angaria recursos preciosos à condução de um movimento de transformação tão profundo, complexo e gradual como o é a construção de arranjos sociais democráticos. A particularidade de sua perspectiva a respeito dos processos de mudança social permite, neste caso, que os instrumentos disponibilizados pela democracia atendam as demandas prementes à construção da paz, ao mesmo tempo em que trabalham com as forças subjacentes do contexto conflitivo, fundamentando novas interações sociais.<br />Para que a análise deste processo possa ser compreendida com profundidade, entende-se ser essencial o exame das forças que agem na democratização de sociedades marcadas pelo conflito intra-estatal. Neste sentido, o objetivo será iluminar aqueles elementos disponibilizados pela perspectiva democrática e sua eficácia no arranjo pacífico das interações políticas. É parte desta proposta enfatizar, ainda, como a formatação de tais processos dentro de uma plataforma mais ampla de ação pode viabilizar sua continuidade autônoma no longo prazo. <br />Torna-se válido iniciar a análise do processo democrático verificando como se dá a restauração do consenso e a volta à obediência civil diante da crise de governabilidade que freqüentemente se instala em conflitos intra-estatais. Segundo esta proposta, o ponto central do processo democrático implica no desenvolvimento da obediência enquanto ato de escolha dos cidadãos (REIS, 1987). Desta forma, passa a ser fundamental que a construção da democracia trabalhe, principalmente, a legitimidade a ela outorgada pela dinâmica social particular, a adequação das reformas institucionais às forças políticas culturais, e a implementação de procedimentos eficazes à promoção de arranjos participativos.<br /><br />2.4.4- Concepções de democracia<br />A concepção primária de democracia, entendida como contraposta a todas as formas de governo autocrático, consiste em apontar um conjunto de regras (primárias ou fundamentais) que irão estabelecer quem está autorizado a tomar as decisões coletivas e com quais procedimentos (BOBBIO, 1992). A democracia caracteriza-se, portanto, pelo exercício do poder público (para o qual se utiliza o conceito de responsiveness, enfatizando que este poder deve ser responsável pelos interesses coletivos), em público (isto é, publicamente controlado, característica essa identificada pelo conceito de accountability).<br />No que diz respeito aos sujeitos chamados a tomar (ou a colaborar para a tomada de) decisões coletivas, o regime democrático pretende atribuir este poder (que estando autorizado pela lei fundamental, torna-se um direito) a um número elevado de membros do grupo social (SARTORI, 1994). O ideal-limite de um governo de todos e para todos realizou-se, originalmente, na democracia direta ou participativa, enquanto sistema de tomada de decisões sobre assuntos públicos, no qual os cidadãos estão diretamente envolvidos (HELD, 1995). Ela firmou a regra áurea da participação democrática fundamentando-a na decisão da maioria; ou seja, a regra à base da qual são consideradas decisões coletivizadas - e, portanto, vinculatórias para todo o grupo.<br />Vale apontar, no entanto, que em sociedades complexas, como são as modernas sociedades industriais, implantar esta democracia ideal, enquanto um sistema de participação direta de todos, em todas as decisões a eles pertinentes, torna-se algo impraticável. Para sanar esta dificuldade foi desenvolvido o modelo de democracia representativa, caracterizando um sistema de governo que envolva “oficiais” eleitos que tomam para si a tarefa de “representar” os interesses e pontos de vista dos cidadãos dentro do quadro de referência do “governo da lei”. Este modelo passou a ter uma relação intrínseca com os ideais liberais, na segunda metade do século XIX, enfatizando que a forma política democrática deve pressupor uma liberdade individual para se alcançar igualdade social e bem-estar econômico (HELD, 1995).<br />Para tanto, uma condição é indispensável: que aqueles que são chamados a decidir ou a eleger os que deverão decidir sejam colocados diante de alternativas reais (proposta que implica, igualmente, no poder de agenda dos participantes) e postos em condição de poder escolher entre uma e outra (através do debate e da transformação de preferências).<br />Para que tais condições se realizem é necessário que aos chamados a decidir sejam garantidos os assim denominados direitos de liberdade, de opinião, de expressão, de reunião, de associação, etc. – os direitos à base dos quais nasceu o estado liberal e foi construída a doutrina do Estado de Direito em sentido forte, isto é, de estado que não apenas exerce o poder sub lege, mas o exerce dentro de limites derivados do reconhecimento constitucional dos diretos “invioláveis” do indivíduo. As normas constitucionais serão o pressuposto necessário para o correto funcionamento dos mecanismos procedimentais conforme os princípios que caracterizam o regime democrático.<br />É fundamental apontar ainda que as concepções a respeito de democracia continuam sofrendo profundo alargamento (HELD, 1995). Cientistas sociais já reconhecem que as questões políticas encontram-se imersas numa esfera mais ampla de relações sociais, o que faz com que toda decisão política seja condicionada ou até mesmo determinada por aquilo que acontece na sociedade civil. <br />Em decorrência desta nova perspectiva, vislumbra-se o processo de democratização, ou seja, a expansão do poder ascendente, se estendendo da esfera das relações políticas stricto senso, daquelas nas quais o indivíduo é considerado em seu papel de cidadão, para a esfera das relações sociais, onde o indivíduo é considerado na variedade de seu status e de seus papéis específicos.<br />O deslocamento do ângulo visual do Estado para a sociedade civil implica na consideração de outros centros de poder além do governamental. Existe um pluralismo no nível político, quando existem vários partidos ou vários movimentos políticos que disputam entre si, através do voto ou de outros meios, o poder na sociedade e no Estado; um pluralismo no nível econômico, onde existe uma concorrência entre as partes de uma economia de mercado; e ainda um pluralismo ideológico, na medida em que não existe uma doutrina de estado única, mas diversas orientações de pensamento, visões do mundo e programas políticos de livre curso, dando vida a uma opinião pública não homogênea.<br />O pluralismo, portanto, permite compreender uma característica fundamental da democracia dos modernos em comparação com a democracia dos antigos: a liberdade do dissenso. Esta característica baseia-se no princípio segundo o qual o dissenso, desde que mantido dentro de certos limites (estabelecidos pelas denominadas regras do jogo), não é destruidor da sociedade, mas força criadora de mudanças e avanços sociais.<br />Percebe-se, assim, que a democracia moderna é uma luta travada em dois fronts: contra o poder autocrático, que parte do alto, para o qual deverá ser ministrado o remédio da teoria democrática, com um poder que vem de baixo; e contra o poder monocrático, concentrado em um grupo único de interesses, para o qual a teoria pluralista propõe o poder distribuído. Desta forma, a democracia representativa moderna conta com a garantia do controle indireto, que vem de baixo, assim como com o controle recíproco entre os grupos que representam interesses diversos, os quais se exprimem, por sua vez, através de diversos movimentos políticos que lutam entre si pela conquista temporária e pacífica do poder. <br />Sendo assim, na tarefa de se analisar diferentes estágios democráticos, não se pode mais considerar unicamente o número de pessoas que têm o direito a votar, mas o número de instâncias (diversas daquelas políticas) nas quais se exerce o direito de voto (HELD, 1995). A democratização do Estado encontra-se intimamente ligada à democratização da sociedade civil.<br />A liberdade de dissentir tem necessidade de uma sociedade pluralista; uma sociedade pluralista consente uma maior distribuição do poder; uma maior distribuição do poder abre as portas para a democratização da sociedade civil; e, enfim, a democratização da sociedade civil alarga e integra a democracia política (HELD, 1995). <br />A análise dos elementos que perpassam o processo de democratização realizada neste trabalho tem, portanto, por objetivo, enfatizar a importância da participação como uma perspectiva abrangente do dissenso, imprescindível à construção de uma sociedade pacífica nas situações de conflito intra-estado.<br /><br />A restauração do consenso diante da crise de governabilidade<br />A crise de governabilidade é uma realidade comum nos conflitos intra-estatais, e se caracteriza, principalmente, na perda do monopólio da força coercitiva pelo Estado (WEBER, 1982). <br />Uma característica marcante de tais sociedades é a politização das forças sociais em conflito. Samuel Huntington (1975) usa a expressão “sociedade pretoriana” para designar estas circunstâncias, numa tentativa de apontar o aspecto politizado que se refere à intervenção dos militares na política, ou mesmo de outros grupos sociais. Num sistema pretoriano, as forças sociais se enfrentam diretamente, uma vez que as instituições políticas efetivas capazes de mediar, refinar e moderar a ação política dos grupos, não são mais reconhecidas e aceitas como intermediários legítimos. Outro fator importante é a ausência de acordo entre os grupos quanto aos procedimentos reconhecidos para dirimir os conflitos. Isto significa que, numa sociedade pretoriana, o poder está fragmentado, manifestando-se de muitas formas e em pequenas quantidades.<br />Numa sociedade em que as instituições políticas não são efetivas, um problema crítico passa a ser a conciliação de diferentes interesses e agendas (políticos, desenvolvimentistas, humanitários, bélicos, civis, etc.), uma vez que todos eles demandam profundas reformas e são igualmente urgentes para os diversos grupos sociais. Tais movimentos de luta por interesses adquirem, na sua expressão, a tônica da violência. A eficácia da violência e da desordem para estimular a reforma decorre diretamente da extensão em que ela anuncia o grau de importância da mobilização política dos grupos de interesse. A violência não se apresenta, aqui como uma reação anômica a uma situação geral, com alvos difusos e incertos, mas está diretamente relacionada com a ação em torno de uma questão política particular. As partes em conflito se servem do choque e da novidade resultantes do emprego de uma técnica política extrema para promover as reformas necessárias. É a disposição demonstrada de um grupo social de ultrapassar os padrões aceitos de ação que dá ímpeto às suas demandas. (REIS, 1984).<br />Esta violência é, portanto, reflexo do colapso dos fatores subjacentes à obediência, conduzindo ao abandono do consentimento. Aqueles que desejam a mudança utilizam a desobediência, especialmente em sua forma violenta, como recurso de barganha.<br />O abandono do consenso pressiona a mudança quando eleva os custos do Estado para manter a obediência daqueles que não mais aceitam ou deslegitimam os recursos coercitivos em voga. O caráter coletivizado das decisões políticas , que se tornam soberanas, inescapáveis e sancionáveis em decorrência da própria institucionalização, acaba por impor altos custos à sua implementação diante do solapamento do consenso.<br />Existe uma tendência de que, neste caso, o Estado tente resgatar sua autoridade por meio da imposição de sanções contra aqueles que “quebram as normas”; porém, os mais importantes incentivos e desincentivos para a volta à obediência são cognitivos e sociais.<br />Sartori (1987) por sua vez, expõe que tais incentivos de obediência enquanto consenso são contingentes de dois tipos de fatores: a aprovação da barganha social, e a submissão dos que fornecem a dos que contribuem para a provisão de serviços. Margareth Levi (1991) compreende este fenômeno como decorrente de uma “norma de fairness”. Ele produziria um tipo de consentimento que é tanto normativo, como utilitário, incluindo um elemento de reciprocidade: estar cumprindo expectativas alheias porque outros também o fazem. Se os indivíduos estão convencidos de que a “norma de fairness” continua em operação, é maior a probabilidade de que se comportem de acordo com as regras de conduta decorrentes desta norma. Já Katzenstein (1998) aponta para ação das “estruturas intersubjetivas”, que conseguiriam formar preferências e consolidar interesses comuns, de forma endógena ao processo de interação.<br />O ponto central à transformação política, enfatizado por tais propostas, se concentra, portanto, no desenvolvimento de arranjos institucionais mais eficientes que a simples incorporação de um sistema normativo de regras formais. Ela utiliza destas como guias de comportamento, o que, por conseqüência, garante uma previsibilidade nas ações humanas e, assim, a paz. Mas, tal não significa que ela se restrinja à simples positivação de normas sociais. <br />As regras representam mais do que instrumentos ou mecanismos para a implementação de práticas cooperativas; elas são inerentes aos agentes e às estruturas em que interagem. Faz-se importante, portanto, qualquer processo político atente para os problemas da constituição e preservação da autoridade. Autoridade esta, que deve ser compreendida como relação de reconhecimento que gera obediência. Obediência, portanto, como um ato de escolha, e não submissão através da violência, ou persuasão ou obediência por reconhecimento do ato de hierarquia (REIS, 1984).<br />O reconhecimento voluntário de obediência por meio da democracia sustenta-se, portanto, numa igualdade de autoridade política entre o povo, que se encontra nas leis e não nos governantes. Para tanto, a construção de canais institucionais e pacíficos de debate político consistem em pontos fundamentais para alavancar o processo democrático. No entanto, a legitimação da obediência democrática depende, ainda, da ativa participação política, por meio da qual as particularidades locais passam a ser devidamente valorizadas nos fóruns de decisão, as regras formais provêem de demandas substantivas do amplo contexto em conflito, e o arranjo institucional estabelecido passa a ser um modelo organizacional flexível às forças de evolução social. <br /><br />A construção do processo democrático<br />Diante das dificuldades que perpassam o fortalecimento de um arranjo político pacífico (observando-se, numa ampla noção de política, a capacidade de transformação dos sistemas de poder construídos), duas questões fundamentais envolvem o processo de democratização. De um lado, há a necessária reforma do poder do Estado, por meio da reconstrução do aparato institucional; já, de outro lado, está a reestruturação da sociedade civil, mobilizando as forças que irão concretizar os objetivos democráticos. Ambos processos atuam como dimensões interdependentes, e imprescindíveis à transformação política. David Held aponta este processo como o “duplo caráter da democratização” (1984). <br />No ocidente, a necessidade em se democratizar as instituições políticas tem se restringido, em sua maior parte, a questões como a reforma do processo de seleção dos líderes dos partidos e a modificação das leis eleitorais. Outras questões que têm sido defendidas ocasionalmente incluem o financiamento público das eleições para todos os partidos que alcancem um mínimo de apoio; um acesso mais genuíno e uma distribuição mais eqüitativa do tempo dos meios de comunicação; a liberdade de informação; a dispersão dos serviços públicos em diferentes regiões; a defesa e força dos poderes locais frente às decisões estatais centralizadas e rígidas; além de pesquisas sobre como fazer as instituições estatais mais responsivas perante seus “consumidores”. Todas estas são questões importantes, que devem seguir desenvolvendo-se para que estratégias mais adequadas à democratização das instituições estatais sejam elaboradas. No entanto, nenhuma delas dará uma contribuição efetiva à transformação do sistema político numa democracia se não fizerem frente a um problema ainda mais difícil: como reconciliar as exigências de uma vida pública democrática (debate aberto, acesso aos centros de poder, participação geral, etc.) com aquelas instituições estatais que desenvolvem meios de garantir interesses particulares, convertendo-se, como Weber colocou, em “estruturas de aço”, insensíveis às demandas do demos? Esta questão aponta um problema urgente que só pode ser afrontado ao se analisar formas de garantir a soberania do parlamento sobre o Estado, e a da sociedade – e de todos seus cidadãos – sobre o parlamento. (HELD, 1984).<br /><br />O autor explica que uma prática comum no controle e fiscalização do governo encontra-se nas limitações legais definidas de forma explícita nas Constituições e Declarações de Direitos, submetidas ao escrutínio público, à revisão parlamentar e ao processo judicial. Esta idéia é extremamente válida, sendo fundamental à defesa dos princípios democráticos. No entanto, se se pretende que as pessoas sejam livres e iguais no direito em determinar as condições de suas próprias vidas, é preciso que elas estejam em posição de desfrutar dos mesmos direitos também na prática. Os direitos dos cidadãos devem ser tanto formais como concretos. Isto implica na criação de um sistema muito mais amplo de participação pública que possibilite as atividades coletivas dentro de um amplo horizonte de dimensões. <br />Isto significa que garantir a igualdade de direito ao voto e arregimentar um aparato estatal democrático não basta se as condições para uma participação efetiva, uma compreensão bem informada, e no estabelecimento de uma agenda política não forem trabalhadas (HELD, 1984). <br />Desta forma, tanto o trabalho com as questões estatais, como aquelas pertinentes à sociedade civil, deve converter-se em pressuposto ao desenvolvimento democrático. E, neste processo, estratégias de adaptação dos velhos padrões de poder da sociedade civil terão que ser elaboradas, assim como novas circunstâncias que permitam aos cidadãos desfrutarem um maior controle de seus projetos políticos (KEANE, 1987). Para que os indivíduos sejam livres e iguais na determinação das condições de sua própria existência devem existir uma multiplicidade de esferas sociais que permitam aos seus membros o controle dos recursos a sua disposição, sem a interferência direta do Estado. Possíveis modelos para a organização destas esferas teriam muito a se beneficiar das concepções de participação direta.<br />Em suma, se a vida democrática não implica em nada mais que o exercício do voto periódico, o âmbito de ação da sociedade civil se limita ao setor privado, vinculando as possibilidades de transformação política aos recursos que alguns grupos de interesse possam dispor. Existirão poucas oportunidades para que os cidadãos atuem como politicamente, e para que a participação ativa proposta pela democracia se realize. <br />O desafio em se instaurar um processo democrático implica, portanto, na construção de estruturas de debate político, na interação de idéias e o desenvolvimento de projetos comuns que abram espaço à participação ativa da população. Espera-se que a democracia produza uma transformação de preferências, por meio de debate, e um maior poder de agenda, uma vez que o reconhecimento das áreas de identidade substantiva entre os atores (múltiplos pertencimentos) contribui à formação de respostas políticas criativas e eficazes. <br />Neste sentido, evidencia-se a importância da escolha das regras de tomada de decisão política. “A escolha das regras do jogo é de crucial importância para a delimitação dos graus e da natureza da participação política, bem como do universo dos participantes e das alternativas disponíveis à apreciação” (ANASTASIA, 2002). Elas são endógenas ao processo político e incidem decisivamente sobre os resultados . As instituições em si são meros procedimentos políticos que operam sob certas condições, as quais não iniciam um processo democrático por terem sido instituídas, simplesmente. É fundamental que as condições sociais, isto é, as forças culturais que movem os relacionamentos da vida política, sejam compreendidas e endereçadas propriamente para que as instituições apropriadas à realidade social se fortaleçam, promovendo a democracia de fato. É preciso, portanto, não só institucionalizar como qualificar a participação. Desta mesma forma, Dahl (1989) observa:<br />A vida democrática gira, em suas raízes, em torno de pequenos grupos, de relações face a face de uma sociedade multigrupal e de governos privados, indo muito além de uma forma política. O Estado-nação só pode fornecer o quadro de referências dentro do qual a boa vida política é possível; não pode desempenhar as funções dos pequenos grupos. Quando tenta fazê-lo, o Estado-nação só pode fornecer ou um substituto mais pobre das funções do pequeno grupo, ou uma distorção grotesca delas.<br /><br />A instrumentalização da participação política<br />Segundo Dahl (1989), “a teoria da democracia diz respeito a processos através dos quais cidadãos comuns exercem um grau relativamente alto de controle sobre líderes”. Dahl enfatiza duas dimensões essenciais ao exercício da democracia: a possibilidade de contestação pública e o direito à participação.<br />O desenvolvimento de um sistema político que permite oposição, rivalidade ou competição entre um governo e seus oponentes é o aspecto mais importante da democratização. Mas os dois processos – democratização e desenvolvimento da oposição pública – não são, a meu ver, idênticos. (DAHL, 1997).<br /><br />Para medir a extensão em que tais princípios são adotados (enquanto regras) numa organização social, o autor estabelece oito condições empiricamente observáveis que irão maximizá-las o tanto quanto possível. Estas condições funcionam como escalas contínuas e podem ser usadas como medições, embora sejam ideais provavelmente inatingíveis. Desta forma, o conceito de poliarquia é desenvolvido enquanto instrumento de análise do processo de democratização de uma sociedade. <br />A poliarquia permite comparar regimes diferentes segundo a amplitude da oposição, da contestação pública ou da competição política. No entanto, como um regime poderia permitir o exercício da oposição a uma parte muito pequena ou muito grande da população, será preciso ainda analisar outra dimensão. Os regimes variam também na proporção da população habilitada a participar, num plano mais ou menos igual, do controle e da contestação à conduta do governo. Uma escala refletindo a amplitude do direito de participação na contestação pública permite comparar diferentes regimes segundo sua inclusividade (DAHL, 1989).<br /><br />O autor enfatiza, portanto, que, na falta do direito de exercer oposição, o direito de “participar” é despido de boa parte do significado que tem num país onde existe a contestação pública. Um país com sufrágio universal e com um governo totalmente repressivo certamente proporcionaria menos oportunidades a oposição do que um país com um sufrágio limitado, mas com um governo fortemente tolerante. Conseqüentemente, quando os países são classificados exclusivamente de acordo com sua capacidade de inclusão sem levar em conta as circunstâncias ambientes, os resultados são anômalos (DAHL, 1989).<br />Em situações de transformação de regimes hegemônicos ou oligarquias competitivas para democracias poliárquicas, quanto maior for o conflito entre governo e oposição, mais provável é o esforço da cada parte para negar uma efetiva oportunidade de participação à outra nas decisões políticas. Em outras palavras, quanto maior o conflito entre um governo e seus oponentes, mais difícil se faz a tolerância de cada um para com o outro. Desta forma, quanto mais baixos os custos da tolerância, maior a segurança do governo. Já quanto maiores os custos da supressão, maior a segurança da oposição.<br />As garantias a seguir, portanto, constituem requisitos para a formação de regimes substancialmente popularizados e liberalizados, isto é, fortemente inclusivos e amplamente abertos à contestação pública. São elas:<br />1. Liberdade de formar e aderir a organizações;<br />2. Liberdade de expressão;<br />3. Direito de voto;<br />4. Elegibilidade para cargos públicos;<br />5. Direito de líderes políticos disputarem apoio;<br />6. Fontes alternativas de informação;<br />7. Eleições livres e idôneas;<br />8. Instituições para fazer com que as políticas governamentais dependam de eleições e de outras manifestações de preferências (Dahl, 1989).<br />Em contraposição aos modelos de análise postulados previamente , o maior diferencial (e ganho à proposta deste trabalho) da poliarquia é que ela sugere que as primeiras e cruciais variáveis para as quais os cientistas políticos devem dirigir sua atenção são sociais e não constitucionais. <br />Em contraposição ao madisonianismo, a teoria da poliarquia focaliza-se principalmente não em requisitos constitucionais prévios, mas nas condições preliminares a uma ordem democrática. A diferença é de grau: Madison (...) não era indiferente às necessárias condições sociais para sua república não tirana. Mas certamente não será injusto dizer que sua maior preocupação era com os controles constitucionais prescritos e não com os controles sociais operantes, com os controles constitucionais recíprocos e não com os controles sociais mútuos. (DAHL, 1989).<br /><br /><br />A prescrição poliárquica de Dahl sustenta-se, portanto, numa perspectiva pluralista que busca incentivar a formação e o funcionamento dos grupos de interesse, através dos quais os indivíduos poderão organizar-se para manifestar suas preferências intensas quanto a determinados issues.<br />O contexto moderno de crescentes complexidade e heterogeneidade sociais acarreta na consolidação de novos conteúdos e identidades e a multiplicação das clivagens socioeconômicas e políticas. Tais fenômenos atestam os limites interpostos aos partidos para continuarem retendo, juntamente com o monopólio da representação, o oligopólio da participação (ANASTASIA, 2002). <br />Assiste-se a proliferação de conteúdos contrários à “forma-partido”, que pressionam pela organização de novas formas políticas capazes de expressá-los institucionalmente. Offe (1984) se refere aos “novos movimentos sociais”, aos arranjos neocorporativos e menciona, na ausência de alternativas como essas, o recurso último à repressão desses conteúdos, com óbvias repercussões negativas no grau de democratização da ordem política. (ANASTASIA, 2002).<br /><br /><br />Percebe-se, dessa forma, que o problema da participação é maior do que a solução propiciada pela representação. Sabe-se, no entanto, que a representação é condição sine qua non da democracia nas sociedades de grandes números e vastas extensões territoriais (Dahl, 1989). Afinal, o método representativo permite, como assinala Sartori, reduzir os riscos externos (de opressão) sem aumentar os custos decisórios (1994). Sendo assim, o desafio que se coloca para a democracia hoje é aquele relativo à institucionalização de novas formas de participação política que venham acoplar-se aos mecanismos clássicos da representação e não substituí-los. A questão passa a ser, então: como conferir à participação o mesmo grau de institucionalização já conferido à representação?<br />O grande desafio é, portanto, o de transformar a democracia em um conjunto institucional que permita o exercício continuado do controle dos governantes pelos governados , o que significa torná-los operante também nos interstícios eleitorais.<br />Poder-se-ia argumentar que tal operação já ocorre desde que foram inventados os checks and balances, que facultam o controle permanente de um poder instituído pelos demais. Tal afirmação procede, mas se restringe aos mecanismos de accountability horizontal (O’Donnell, 1994), não se aplicando, portanto, à accountability vertical que continua confinada, na maioria das democracias contemporâneas, às eleições e, algumas vezes, a outros contextos descontínuos, como plebiscitos e referendos. (ANASTASIA, 2002).<br /><br />Fátima Anastasia (2002) enfatiza que este último ponto seria crucial diante da proposta democrática. O próprio Dahl aponta a importância da institucionalização de mecanismos de accountability vertical quando argumenta que “as oportunidades de se formular preferências, de exprimir preferências e ter preferências igualmente consideradas na conduta do governo” (DAHL, 1989) são questões centrais e que devem ser garantidas pelo processo democrático. <br />No entanto, embora o tema da responsiveness, assim como aquele relativo à accountability horizontal já estão incorporados à teoria dahliana, o modelo poliárquico não se refere explicitamente ao um controle público dos governantes pelos governados que seja operante também nos interstícios eleitorais. <br />Para tanto, a autora propõe a inclusão de uma última condição à listagem de medição da poliarquia, a qual outorgaria continuidade aos contextos decisórios democráticos. Seria esta (9) “a formação de instituições que permitam o exercício do controle público nos interstícios eleitorais” (ANASTASIA, 2002).<br />A observação dessa nona condição –assim como o cumprimento mais efetivo do direito de vocalização de preferenciais – só será possível se a democracia passar a ser organizada como um jogo interativo (participativo), jogado em contextos decisórios contínuos (Sartori, 1994), e em múltiplas arenas (Tsebelis, 1990; Anastasia, 2001; Azevedo; Anastasia, 2002).</font></span> </td></tr><tr><td align="left"><div style="OVERFLOW: auto"></div></td></tr></tbody></table><br /><!--<center>--><div class="mtframe"><b>Webmasters e Editores:</b> Este artigo pode ser publicado livremente em Revistas, Jornais, Newsletters e outros meios de comunicação, desde que a biografia do autor permaneça intacta e a fonte do artigo seja citada. <br /><b>Fonte do Artigo:</b> <a href="http://www.artigos.com/"><font color="#196ab0">www.Artigos.com</font></a> <br /><br /><table class="mtborder" cellspacing="1" cellpadding="4" width="100%" border="0"><tbody><tr><th class="thead" colspan="4">Mais Informações </th><th></tr /></th></tr><tr><td class="mtdata"><strong>Autor:</strong></td><td class="mtdata"><a href="http://www.artigos.com/option,com_comprofiler/task,userProfile/user,465/Itemid,61/"><font color="#196ab0">Mariana Gomes Pereira</font></a></td></tr><tr><td class="mtdata"><b>E-mail:</b></td><td class="mtdata"><script language="JavaScript" type="text/javascript"></script><a href="mailto:pg_mari@yahoo.com.br"><font color="#196ab0">pg_mari@yahoo.com.br</font></a><script language="JavaScript" type="text/javascript"></script> <span style="DISPLAY: none">Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo<script language="JavaScript" type="text/javascript"></script> </span></td></tr></tbody></table></div>...<br /><br /><a href="http://www.nafaixa.net/artigos/231">www.nafaixa.net</a>
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			</item>

      
	<item>
		<title>O Conceito da Arte</title>
		<description><![CDATA[
<span class="detailsText"><font size="2">É prudente começar um reflexo sobre o que é arte na cultura contemporânea por uma interrogação a respeito da própria definição mesma da arte.<br /><br />Na sociedade contemporânea, é a própria cultura que decide qual objeto é arte e qual não é. O objeto em si não carrega essa definição. A arte não pode ser explicada, ela não precisa ser explicada, tudo pode ser arte basta às pessoas quererem que seja, o que vai mudar é o fato de gostar ou não. Mas para dar mais clareza ao assunto é válido tentar um breve conceito, pois a quebra dos conceitos faz com que surjam mais conceitos; a arte são certas manifestações da atividade humana diante de uma admiração que irá classificá-la como arte e que irá submetê-la a um juízo, privilegiando-as, pois cada um possui e dá valores diferentes a ela.<br /><br />Segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, segunda edição), em duas de suas manifestações da palavra arte assim se expressa:<br /><br />atividade que supõe a criação de sensações ou de estados de espírito, de caráter estético, carregados de vivência pessoal e profunda, podendo suscitar em outrem o desejo de prolongamento ou renovação...; a capacidade criadora do artista de expressar ou transmitir tais sensações ou sentimentos...<br /><br />Segundo Jorge Coli no livro “O Que é Arte” para definir o que é ou não arte a cultura possui instrumentos específicos que conferem ao objeto o estatuto de arte, um deles é o discurso sobre o objeto artístico, uma análise crítica de um especialista em arte que tem competência e autoridade para julgá-la arte ou não e a partir de seus conhecimentos pode classificá-la por diferentes estilos.<br />Para Jacques Leenhardt em “Duchamp, crítica da razão visual”,<br /><br />... a crítica deve partir da evolução das próprias artes, da atitude dos artistas ou daquilo que poderia chamar de sua “consciência de si como artista” e, por fim da evolução do público de arte.<br /><br />Segundo Sandra Guardini T. Vasconcelos em “Rumos da Crítica”,<br /><br />Inspirado pelos mestres Antonio Candido e Angel Rama e seguindo-lhes as trilhas no que diz respeito à fundamental articulação entre escritor, obra e público na constituição de um sistema literário, Leenhardt parece propor o que poderíamos denominar por assim dizer, um sistema crítico, constituído ele também pela triangulação entre crítico, objetos culturais e público. Essa formulação parte do pressuposto de que assumindo o papel de mediador entre obra e leitor, cabe ao crítico a tarefa de informar e formar o público.<br /><br />Nossa cultura também classifica uma obra artística pelos locais onde ela se manifesta, esses locais como museus, galerias, teatros, cinemas, livros, enfim, enobrece e valoriza a obra dando-lhe assim um estatuto de arte a um objeto. As instituições críticas possuem uma articulação da arte permitindo dessa forma a manifestação do objeto artístico para com o público que abrange novas perspectivas buscando aliar o pensamento com a sensibilidade, com isso, o público tem esse meio cultural como meio intermediador da arte, pois é ele que a apresenta para a sociedade.<br /><br />O que é fácil de entender e difícil de aprender é que o fato de um objeto estar exposto num local próprio de exposição não o qualifica como melhor que outro objeto, o que determina essa qualidade na sociedade é o maior acesso ao público em (re) conhecê-lo e isso faz com que crie uma hierarquia dos objetos artísticos.<br /><br />Gerd Bornheim no livro “Rumos da Crítica” faz uma observação a respeito da arte ligando-a a estética sobre a reação do sujeito com o objeto,<br /><br />... a autonomia divina põe-se em retirada, e aos poucos são as realidades de sujeito e objeto que passam a ocupar todas as delimitações em que se constrói a verdade. A observação é importante porque mostra que a arte e a estética pertencem a coordenadas bem mais amplas do que as de suas próprias peculiaridades. E mostra também que, abandonada a velha imitação, só restam dois caminhos para o desenvolvimento subseqüente da arte e da estética: o do sujeito e do objeto, tudo em obediência à trama que compõe o testamento da verdade... por um lado topamos com muita arte calcada na presença do objeto, que se mostra já na despretensão da natureza-morta, mas que alcançará as grandes dimensões do painel histórico; e, por outro, a arte derivada da agora forte presença do sujeito, e, com isso, a arte inaugura a estética da expressão.<br /><br />No período da arte do dadaísmo, por volta de 1915, Marcel Duchamp assume uma atitude antiarte, característica desse período, rompendo o conceito de arte dada às pessoas. Buscando alguns modos de expressão, Duchamp se manifesta com o Ready-Made apropriando-se de objetos que já estão feitos, como foi o caso de um mictório de louça, de uma pá, de uma roda, de uma bicicleta. Com a exposição desses objetos, Duchamp teve uma atitude provocativa, pois fez o uso de objetos de uso comum e privado como arte mudando assim o modo de pensar de muitas pessoas, pois ele mudou o conceito de arte. “Para Duchamp, ser artista não era simplesmente produzir pinturas ou esculturas pelo uso de uma técnica dominada, uma maestria, e sim revelar o novo, a inesperado, o inabitual”. (Ronaldo Carneiro Leão)<br /><br />Marcel Duchamp ao expor um aparelho sanitário de louça, tal qual aos que existem em todos os mictórios masculinos, contestou a diferença entre “pensamento como domínio do lógico e arte como domínio do sensível” propondo um convívio do cotidiano com o imaginário apreciado, pois esse objeto não corresponde a arte subtendida na nossa cultura. Na expressão de Walter Benjamin há uma certa semelhança ao que foi dito anteriormente, “um empreendimento crítico a respeito daquilo que se estabelecerá sempre e espontaneamente como figura normativa do belo”, Duchamp não busca o belo e nem que o público aprove sua arte, mas busca uma reação do público ao se deparar a ela.<br /><br />Ao apresentar em uma exposição objetos industriais como “objetos de arte”, Marcel Duchamp questiona o conceito de arte dado pela nossa sociedade cultural. A arte de Duchamp não foi o mictório, mas o que o mictório exposto numa galeria fez com o pensamento alienado das pessoas. Tanto que não foi por acaso que Duchamp afirmaria mais tarde que “será arte tudo o que eu disser que é arte”. Nossa cultura faz com que as pessoas tenham padrões de comportamento coletivo característico da sociedade, então essas pessoas vão a uma exposição para ver quadros de Monet, Picasso, Michelangelo ou que vão a um teatro assistir a uma peça dos “The Cats” ou para ouvir Beethoven, e mesmo sem existir um conceito apropriado para arte, saber identificá-las é algo comum a todos, pois o mínimo de conhecimento e de contato com ela faz com que todos conheçam algumas obras mais comuns como Mona Lisa e a Nona Sinfonia, cada um da sua forma e com seu valor agregado, mas que levam ao mesmo sentido.<br /><br />Marcel Duchamp não quis mudar o pensamento da sociedade para considerar o aparelho sanitário como obra de arte e intitulá-lo como “Arte Moderna”, mas quis mudar o pensamento normativo das pessoas modificando a relação simbólica com a natureza e com o crescente distanciamento entre o homem e o mundo natural levando-as a obter uma forma de visão do objeto diferente do real, diferente do objeto pelo objeto, para começar a perceber o que está além daquilo. Além disso, Duchamp faz um questionamento do porque a arte tem que estar exposta em um meio midiático e porque ela deve ser reconhecida por críticos para ser considerada arte.<br /><br />Em um dado momento da sua carreira de pintor, Duchamp disse uma frase que demonstra bem seu interesse e sua concepção dos objetivos: “Até aqui cheguei e já não pinto mais. Não é por rebeldia e sim por algo muito mais difícil de reconhecer: já não tenho idéias”, Duchamp dava uma verdadeira importância a cada objeto e ao que ele via e sentia em cada objeto. O importante não era pintar. O importante era inovar.<br /><br />É prudente finalizar um reflexo sobre o que é arte na cultura contemporânea com um texto de Ronaldo Carneiro Leão.<br /><br />Embora a maior parte das pessoas que se destacam em alguma coisa sejam pessoas inteligentes, e isso acontece também no mundo das artes plásticas, a verdade é que o artista nem sempre precisa ser inteligente. A arte não depende disso. Também não depende disso. Também não depende de cultura. A mesma coisa vale para quem gosta de arte ou das cosas que se dizem ser artísticas. Não é preciso compreender ou explicar, não faz sentido perseguir a mensagem que está contida na obra de arte. Às vezes não há mensagem alguma e o artista, em nenhum momento teve a pretensão de modificar o mundo ou o seu ambiente. Ele apenas sentiu e agiu. E criou arte. Cabe a cada um uma participação profundamente importante: classificar no departamento das coisas que cada um gosta ou das coisas que não gosta, com todas as graduações possíveis.<br /><br /><br /><br />Bibliografia:<br /><br />o VASCONCELOS, Sandra; RIBEIRO, Renato; AGUIAR, Flávio; PRIOLLI, Gabriel; BACCEGA, Maria Aparecida; MACHADO, Arlindo. “Rumos da Crítica”: In: MARTINS, Maria Helena (org). São Paulo, Editora Senac, 2000.<br />o COLI, Jorge. “O que é Arte”. São Paulo, Editora Brasiliense, 1995.<br />o LEENHARDT, Jacques. “Duchamp, crítica da razão visual”: In: NOVAES, Auto (org). Antepensamento. São Paulo, Companhia das Letras, 1994.<br />o FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. “O Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa”. São Paulo, Segunda Edição.<br />o Site: www.portaldaeducacao.com.br/portal/showcontent.asp?l=15&amp;L=5<br />o Site: <a href="http://www.renascimento.clio.pro.br/buonarroti.htm">www.renascimento.clio.pro.br/buonarroti.htm</a></font><br /><br />Fonte: <a href="http://www.artigos.com">www.artigos.com</a> </span>...<br /><br /><a href="http://www.nafaixa.net/artigos/222">www.nafaixa.net</a>
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<link>http://www.nafaixa.net/artigos/222</link>
			</item>

      
	<item>
		<title>A vida imita a arte ou a arte imita a vida?</title>
		<description><![CDATA[
<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><strong>Ou: </strong></font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><strong>A arte que imita a vida que imita a arte que...</strong></font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><strong>é a própria vida.</strong> <br /> </font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Oscar Wilde dizia que a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida.</font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mas seria isto verdade? </font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tão antigas como a arte, as nossas experiências em querer entender a origem do processo criativo já nos levou a exaustivas pesquisas, na maioria das vezes sem uma resposta definitiva. De onde vem a inspiração? </font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em seus estudos no livro “Do espiritual na Arte”, o pintor e músico russo Wassily Kandinsky indica que <strong>a arte nasce da espiritualidade</strong>. Foi assim que o artista renunciou a representação figurativa tentando encontrar a relação absoluta entre a forma, a cor e o ânimo do contemplador. </font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O que acontece conosco quando entramos no jogo dos intricados significados da arte? O que é verdade e o que é ficção? </font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma das principais barreiras na solução desta pergunta reside no fato de não estarmos mais familiarizados com o saber do espírito. Noticiários, relatórios, levantamentos, pilhas de textos técnicos preenchem o nosso tempo e, tudo o que passa da linha mecanicista passamos a entender apenas como ficção. </font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Perdemos efetivamente a capacidade de medir com a intuição a verdade do que nos é apresentado. Ainda assim, muitas histórias permaneceram na memória da humanidade, sempre representadas em uma ou outra obra de arte, seja em que campo for. <br /></font></p><ul type="disc"><li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quer dizer que devemos ler histórias para entender a vida? </font></li></ul>  <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Joseph Campbell, professor e escritor norte americano de origem irlandesa, que ficou conhecido por seu trabalho no campo da mitologia comparada diz que  <br /></font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      - “<strong>Sim.</strong> <em>Aquilo que os seres humanos têm em comum se revela nos mitos.”</em> <br /></font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Campbell, que nos incita a ler os mitos, inclusive os de outras culturas, pelo poder da sua universalidade, cita em seu livro “O poder do mito” a interessante leitura sobre o  “Santo Graal”.  <br /></font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Também Richard Wagner, compositor e intelectual, ativista político e revolucionário, cujas óperas tiveram grande influência na música ocidental, dedicou-se à obra “Parcival” como seu último trabalho, onde o Graal representa uma força que sustenta os piedosos, proporcionando-lhes bebida e alimento, com o duplo significado de ser, este maravilhoso receptáculo, o cálice da Santa Ceia, um dos marcos mais sublimes do cristianismo. <br /></font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Campbel vai mais longe quando afirma que “A vida espiritual é o buquê, o perfume, o florescimento e a plenitude da vida humana, e não uma virtude sobrenatural imposta a ela. “ <br /></font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O tema fundamental nos mitos é e sempre será a busca espiritual.</font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudando-os nos aproximamos da resposta para a nossa pergunta inicial e muito provavelmente em nossa própria intuição encontraremos uma saída para o enigma da inspiração. <br /></font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Literatura sugerida</font>:</p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Poemas, lendas... fragmentos de verdade foram captados. Porém as imagens permaneceram muito vagas...</font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&quot;O ser humano devia afastar-se da idéia de considerar o Santo Graal apenas como algo inconcebível, pois existe realmente!&quot; *</em></font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Santo Graal <em>&quot;é uma taça onde algo como sangue rubro borbulha e ondula ininterruptamente, sem jamais transbordar&quot;</em>. </font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>* Leia mais sobre o Santo Graal nos volumes 2 e 3.</em></font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MENSAGEM DO GRAAL - NA LUZ DA VERDADE, de Abdruschin <br />Adquira a obra na seção de livros do deFátima atelier</font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="http://www.defatima.com.br/saladeaula" target="_blank"><u>http://www.defatima.com.br/saladeaula</u></a> <br /> </font></p><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Maria de Fátima Seehagen <br />é facilitadora em Criatividade Aplicada, <br />orientadora do de Fátima atelier <br />E-mail : <a href="mailto:fatelier@terra.com.br" target="_blank">fatelier@terra.com.br</a> <br /><a href="http://www.defatima.com.br/" target="_blank"><u>http://www.defatima.com.br</u></a> </font></p><p class="justificar"><font class="textocorpo" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><br /></font></p>...<br /><br /><a href="http://www.nafaixa.net/artigos/213">www.nafaixa.net</a>
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			</item>

      
	<item>
		<title>Jornalismo Laboratorial, mídia imprensa e iconografia</title>
		<description><![CDATA[
<span class="detailsText"><font size="2"><strong><u><em>Por: Camila de Oliveira Guimarães</em></u></strong><br /><br />O presente artigo visa introduzir alguns conceitos iconográficos e discutir os elementos componentes destes conceitos, tanto no jornalismo tradicional como no jornalismo laboratorial de O Ponto, da Faculdade de Ciências Humanas, da Universidade Fumec, de Belo Horizonte. O processo de produção do jornal laboratório O Ponto é baseado no Projeto Político-Pedagógico (PPP) do Curso de Comunicação Social da Universidade FUMEC, que tem o objetivo de formar o comunicador social crítico. Isso implica formar um jornalista ou publicitário como um agente transformador da realidade e, por isso, capaz de construir um tempo e contexto social, sendo responsável, portanto, por suas riquezas e mazelas. Desse modo, todas as etapas do processo de produção jornalístico, desde a pauta, reportagem, edição, diagramação e o uso de iconografia, que é o tema do trabalho em questão, deverão ser utilizados de maneira crítica e questionadora.<br /><br />Quintão e Werkema, em sua monografia de final de curso, defendem o ponto de vista de que o jornalismo cívico é um caminho para adequar a prática de O Ponto ao PPP, de modo a compreender criticamente os espaços históricos, sociais, culturais, econômicos, ideológicos e políticos, nos quais o jornalista intervirá como agente do processo comunicacional. O que significa adotar uma atitude contraditória à razão instrumental dominante da grande imprensa e preparar o estudante para se inserir no mercado de trabalho com uma consciência questionadora, inconformista e inovadora. Não se trata, portanto, de reproduzir a informação, mas transformar a realidade, incitar o público para a prática do debate, melhorar a qualidade da vida pública, mostrar caminhos para que a comunidade participe ativamente e se envolva com os problemas e, também, propor soluções.<br /><br />Ao praticar o jornalismo cívico, espera-se que os futuros jornalistas do Curso de Comunicação Social da FUMEC, por meio do jornal laboratório O Ponto, rejeitem qualquer interpretação de objetividade, imparcialidade e superficialidade, que implica distanciamento e desinteresse pelas questões da comunidade. O profissional que o curso se propõe a preparar para o mercado é o agente participante da comunidade política, como um membro responsável e norteado pelos elementos do jornalismo, que incluem a obrigação com a verdade, a lealdade com os cidadãos e a disciplina da verificação. Portanto, a iconografia, como o primeiro nível de leitura no jornal impresso, por meio de gráficos, tabelas, ilustrações, fotografias, mapas ou tópicos, deve seguir esses preâmbulos.<br /><br /><br />Glossário<br />Para se discutir e analisar a utilização da iconografia no jornal laboratório O Ponto, do Curso de Comunicação Social da Universidade Fumec, é necessário, primeiramente, que se defina e conceitue alguns termos que muitas vezes se confundem quando nos propomos a pensar o projeto editorial e o planejamento gráfico do jornal. Começando pelo tema proposto, entende-se por iconografia como sendo um trabalho consagrado ao estudo de descrição das imagens em qualquer gênero (pintura, esculturas, medalhas, etc.). É, portanto, a arte de representar um determinado assunto por meio de um conjunto de imagens. Para que fique claro, a ilustração, por sua vez, consiste no ato de explicar ou esclarecer o assunto então abordado por meio de um desenho ou uma gravura que se intercala no texto de uma obra. Os infográficos visam representar graficamente o tema abordado – seja por meio de desenhos, figuras geométricas ou recurso analógico – os fenômenos físicos, econômicos, estatísticos, sociais, etc. Seu uso é bastante didático e facilita a compreensão e fixação do que se deseja informar, já que, a maioria dos leitores, devido à escassez de tempo e desinteresse, pouco apreendem dos textos corridos.<br /><br /><br />Jornalismo diário x mensal<br />O uso de c em um jornal como O Ponto difere sobremaneira do uso destes elementos em jornais diários da mídia tradicional, como Folha de São Paulo e Jornal do Brasil. Embora cores, tipografia e leiaute sejam regidos por princípios parecidos e muito estudados, a produção e elaboração de fotografias, infografias e ilustrações configuram um universo distinto e muito pouco explorado, tanto em bibliografia acadêmica quanto na prática laboratorial.<br /><br />A começar pela produção fotográfica, pode-se notar de pronto que o uso de fotografias em jornais diários é extenso. Isso se deve a vários fatores a saber: periodicidade, factualidade, recursos técnicos e humanos e esforço de produção. Um jornal diário é constantemente abastecido por centenas e talvez milhares de fotografias por dia. A produção é grande porque conta com vários fotógrafos profissionais, a produção de notícias é constante e, portanto, gera mais pautas de fotografias e estas são, muitas vezes, factuais ou flagrantes. O esforço de produção é grande e concentrado, o que possibilita um foco firme sobre a imagem fotográfica.<br /><br />Já em O Ponto, o primeiro obstáculo está na periodicidade. O fato de ser uma publicação mensal impede com que o jornal trabalhe o factual e o flagrante. Isso exige com que as pautas a serem apuradas tenham uma cuidadosa produção de fotografia. Por ter, em muitos momentos, pautas pouco direcionadas ou apurações pouco eficientes, a fotografia fica prejudicada, pois não tem a conveniência do factual. A necessidade de pensar a fotografia, contextualizá-la e produzi-la se torna urgente em O Ponto. Isso acarreta na dificuldade grande que os alunos do curso de Comunicação Social da Fumec têm de produzir fotografias que condigam com os preceitos do Projeto Político Pedagógico.<br /><br />Na seqüência, podemos notar o uso freqüente e competente de infografias nos jornais diários, principalmente a Folha de São Paulo, que notoriamente tem uma cobertura mais didática dos fatos. O jornal conta com uma equipe de artistas gráficos que fica por conta de criar esses infográficos junto com os editores. No caso de O Ponto, a infografia é algo geralmente tratado em um segundo plano, tendo raras exceções dependendo da matéria e do aluno envolvido no processo. O uso de infografia é menos freqüente e, muitas vezes, por ser relegada a um papel de coadjuvante, acaba sendo óbvia demais e não contribui efetivamente para a compreensão mais rápida e precisa da informação transmitida. Além disso, a infografia pode, inclusive, dispersar a leitura, caso seja mal empregada ou mal elaborada. Essa é a opinião de Quintão e Werkema.<br /><br />Por último, temos o uso das ilustrações que, junto com fotografia e infografia completam a tríade que compõe a iconografia de uma publicação. A ilustração é um recurso rico, porém pouco utilizado em jornais diários tradicionais. É nítida a prioridade dessas publicações em relação às imagens fotográficas. É clara também a razão para tanto, já que a produção farta permite com que o jornal seja preenchido por fotos que quase sempre têm uma mínima qualidade, tanto jornalística como estética. O jornal laboratório da Fumec, por outro lado, usa e abusa das ilustrações, que desempenham um papel de primeira importância para as reportagens. Entretanto, provavelmente o jornal teria mais credibilidade se pudesse priorizar as imagens fotográficas e deixasse para a ilustração um papel específico. Da forma como o jornal funciona, fica claro que a ilustração é utilizada mais por ser um recurso mais fácil de manipular do que pelo seu valor como elemento iconográfico. Isso acarreta na banalização da ilustração e, em última análise, na queda da qualidade informativa do jornal.<br /><br /><br />O papel da fotografia<br />De acordo com estudos realizados pelo The Poynter Institute Media Studies, as fotos ilustrações e infográficos são os pontos de entrada primária do leitor de jornal diário. Além disso, o instituto constatou que, na maioria das vezes e em circunstâncias específicas, a fotografia dominante é o primeiro ponto na página percebido por um leitor, seguida do título e, posteriormente, da outra foto em evidência. Se associarmos as evidências sobre a importância visual de um projeto gráfico, que estão propostas pelo estudo citado anteriormente, com o texto de Graham Clarke, intitulado “O que é Fotografia?”, podemos concluir que o valor da imagem é evidente e forte na atual sociedade capitalista e ocidental na qual estamos inseridos. Clarke discute o poder ideológico da fotografia ao afirmar que, em um mundo dominado por imagens visuais, a fotografia se tornou quase invisível.O autor demonstra, ainda, a importância social das fotos quando diz explica: “Nós fazemos fotografias, olhamo-las infidavelmente, e as carregamos conosco de modo que sua prevalência é onipresente... Nós herdamos toda uma estrutura de códigos e convenções que não apenas dotam a fotografia com status, mas o fazem em relação a sua disponibilidade e acesso. Ela é, nesse sentido, um portal, para o mundo no qual nos movemos...”. (CLARKE, 1997).<br /><br />Inúmeros estudos e obras ressaltam o valor que tem uma imagem para a nossa sociedade. Dessa maneira, torna-se necessário discutir-se o papel e poder da fotografia sobre a opinião pública de um periódico. De acordo com John Szarkowski, em seu texto “Da Imprensa Ilustrada”, uma fotografia é, antes de ser notícia, uma fotografia. O que significa que o que ela irá nos contar do mundo é limitado, seja pela fragmentação do relato seja pelo meio em si. Por exemplo, “(...) não se pode fotografar os pensamento de um estadista ou mesmo provar conclusivamente o que ele está pensando; pode-se apenas fotografá-lo de trás, ou olhando através da janela e esperar que o escritor das legendas faça a imagem ganhar a significação desejada(...)”. Logo, se pode expressar expressões, seja de alegria, desespero, choque ou dor, mas não se pode fotografar fontes interiores. Além da limitação, não pode ser descartada a importância fundamental das legendas para o fotojornalismo, que cumprem o papel de produzir significados concretos de uma certa imagem e evitar sua ambigüidade ou interpretação indevida. John Szarkowski afirma que “nos contextos de um jornal, o significado específico das fotografias é clareado por uma legenda e um lead em negrito, que atuam como apêndices das imagens”. Outro fator de grande importância ressaltado pelo autor é o fato de o modo de produção das redações, limitado no tempo e espaço, impedem que o fotojornalismo seja utilizado em suas potencialidades máximas de reflexão, crítica e contestação. Segundo ele, “(...) o trabalho do fotojornalista é reativo e não reflexivo. E as virtudes de seu trabalho tenderão a ser, previsivelmente, a repetitividade, o cerimonial, o formal, a abstração e a ambigüidade”.<br /><br />Podemos, ainda, perceber na fotografia grande poder social e, conseqüentemente, um dever social ainda maior. Devemos olhar as fotografias jornalísticas, “(...) não apenas pelo o que nos mostra ser único e novo, mas sim pelas formas que descrevem aquelas questões humanas simples e duradouras que o meio da fotografia jornalística aprendeu a manipular”.<br /><br />Neste caso, apontamos O Ponto como um instrumento que permite experimentar as possibilidades e potencialidades do uso da fotografia. Por um lado isso acontece devido à periodicidade mensal do impresso, o que permite ao repórter fotográfico pensar reflexivamente sobre a imagem a ser obtida. Além disso, o O Ponto, por se tratar de um jornal laboratório, proporciona ao fotojornalista certa liberdade editorial e autoral, para a realização de seu produto final.<br /><br /><br />O papel da infografia<br />A infografia é o instrumento que permite uma melhor leitura da notícia. Possibilita ao leitor, que já não tem o tempo ao seu favor, uma agilidade na busca da informação, quer seja pela foto, por um infográfico, por uma ilustração, por uma charge, pelo título e não somente pelo texto. O que demandaria um tempo maior e muitas das vezes uma análise uito profunda. O projeto gráfico vem facilitar este processo. De acordo com a professora de Infografia do curso de Comunicação da Fumec Adriana Xavier, se destrincharmos a produção de infografias nos grandes jornais, verficaremos que o processo de apuração é fundamental para determinar se a infografia terá uma função chave para a reportagem ou será apenas uma outra forma de dizer o que o texto já disse. <br /><br />Se houver um levantamento específico e detalhado de informações para a construção da infografia, mesmo que seja uma simples tabela, esta contribui para o contexto da reportagem. Mais do que uma função didática, nestes casos, a infografia se torna parte da reportagem e não um elemento complementar. Ainda segundo Xavier, assim como todo o projeto gráfico, os elementos iconográficos, incluindo as fotografias, devem ser pensados não como um enfeite ou adorno para o jornal. São parte da &quot;linguagem jornalística&quot;, ou seja, contribuem para a compreensão, leitura e interpretação da informação. Esses elementos devem estar afinados com os princípios editorias e daí fornecer ao leitor mais de uma forma para compreender a notícia.No jornal laboratório, as iconografias funcionam como uma oportunidade do estudante aprimorar determinadas competências importantes na apuração e redação da informação. <br /><br /><br />O papel da ilustração<br />De acordo com a professora Adriana Xavier, o lugar da ilustração, não só em O Ponto, mas nos meios de comunicação, deveria ser um lugar de expressão do pensamento, da visão de um determinado acontecimento através do desenho. O desenho, a fotomontagem, a colagem, a composição digital representam oportunidades de comunicar algo de uma forma que só assim poderia ser comunicada. A ilustração dá forma ao pensamento.<br /><br /><br />O papel da diagramação<br />Apresentar a notícia impressa, com foto, ilustração, infografia, tipologia e cores, distribuindo-a de maneira clara e agradável é meta de um jornal. A disputa pelo leitor entre os diversos meios de comunicação valorizou as técnicas de edição e diagramação. Oferecer a leitura em diferentes ritmos, de acordo com a disponibilidade de tempo do leitor, tornou-se uma constante.Um bom projeto gráfico deve-se atentar a ter legibilidade e organização, oferecer facilidade para encontrar a informação e ser atrativo, são essas as regras básicas segundo Márcio Garcia que há mais de 20 anos cria projetos gráficos para mais de 400 jornais em vários países.E deixa claro que “jornal não é uma amostra gráfica” portanto há que se ter bom senso no que disponibilizar no jornal. Estar atento que o contraste é que organiza a página, elimina o caos e que estabelece a hierarquia da página. <br /><br />O texto “As Cores na Mídia”, de Luciano Guimarães, expõe a cor como informação e a “leitura” normal de uma página impressa em três níveis – o primeiro, das imagens; o segundo, dos títulos; e o terceiro, dos textos. A aplicação das cores desempenha funções de organizar e hierarquizar informações, lhes atribuindo significado. Em um jornal a cor-informação é dependente da formação cultural do leitor e da história da cor utilizada. A consciência da informação como valor agregado da cor, traz uma responsabilidade maior para o jornalista quanto à diagramação dos títulos, infográficos e ilustrações. A associação das cores tem o poder de contradizer uma notícia, enfatizar algum tema ou relacionar idéias e valores. O poder da cor pode estar em sua atuação individual e autônoma ou integrada e dependente de outros elementos do texto visual (formas, figuras, texturas, textos). <br /><br />De acordo com o professor de Planejamento Gráfico do curso de Comunicação Social da Fumec José Augusto, no jornal O Ponto, a utilização das cores é deficiente. Um exemplo é o da edição de dezembro de 2005, na editoria de Cultura o título na cor vermelha compete com a ilustração de Dom Quixote, tira a percepção de que a gravura representa o tipo de impressão que se utilizava na época.<br /><br />A edição de novembro de 2005, editoria de Internacional, tem um bom exemplo de associação de cores. Ao falar sobre a possibilidade da Turquia fazer parte da União Européia na matéria “Entre o Ocidente e o Oriente”, o editor do jornal colocou duas caixas no pé da página, a cor vermelha presente nas duas é facilmente associada à cor da bandeira da Turquia, mas a disposição não é adequada. A caixa com o mapa da Europa não tem título e a leitura visual ficou confusa com uma caixa ao lado da outra e uma coluna de texto no meio.<br /><br />Um exemplo de boa diagramação é vizinho do ultimo citado, a reportagem sobre a máfia do apito (“Porque apenas 11 jogos são considerados contaminados?”), editoria de Esportes, dispõe claramente os comentários mais importantes à esquerda e a direita da página, o vermelho da ilustração e da caixa de texto no pé da página está associado à corrupção, o lugar da foto e a abertura da matéria deixam bem claro onde ela se inicia, o que leva a uma ordem coerente de leitura. O secretário gráfico da “Folha de São Paulo”, Vincenzo Scarpellini, afirma que o leitor é antes um observador e destaca a importância da combinação entre padronização e flexibilidade.“Bom projeto é aquele que fixa algumas partes e mantém outras livres para nova paginação”. Para Vicenzo, as cores são definidas em função do assunto e aconselha manter diferença de escala entre os vários elementos da página, colocando o item dominante em destaque.<br /><br />Para o editor de arte de “O Globo”, Léo Tavejnhansky, na primeira página o olhar é guiado para a manchete, pois nenhum outro título pode competir com ela. Assim a grande foto, que domina a página, substitui a solução de usar duas ou três fotos. O editor-assistente do Correio Braziliense, Francisco Amaral, considera que algumas reportagens se sustentam a partir da foto. Outras chegam mesmo a dispensar o texto e que ao editar as páginas a preocupação é associar os títulos às imagens selecionadas. O jornal Estado de Minas que passou por uma reformulação do projeto gráfico, identificou que nesta área havia uma carência, que ao longo dos anos foi deteriorada a ponto de não mais se identificar qual o padrão gráfico do jornal. Para resolver o problema, mudanças foram feitas para que o jornal que fosse mais fácil de ler, conforme analisa o editor de artes visuais, Álvaro Duarte.<br /><br />O jornal O Ponto visa implantar na primeira edição de 2006 um novo projeto tipográfico, mas como toda mudança e devido ao fato de ser um jornal laboratório, que a cada edição é feito por pessoas diferentes, faz-se necessário cuidado e harmonia nas mudanças. Algumas matérias se destacam mais quanto à diagramação e outras ficam a desejar. Muito porque, quando os alunos são direcionados a editarem as páginas ainda têm pouca informação, dominam pouco o assunto.<br /><br /><br />Propostas e conclusão<br />Seria pretensão, a partir de uma análise sucinta sobre iconografia, tentar corrigir os problemas encontrados no jornal laboratório da Universidade Fumec. Entretanto, diante dos dados coletados, é possível apontar caminhos para a melhoria e para a incrementação dos recursos iconográficos de O Ponto. Primeiramente, o jornal precisa passar por uma reforma gráfica. Para tanto, seria interessante que um grupo limitado e selecionado de alunos, uma espécie de comissão, se dispusesse a discutir, com base em bibliografia especializada e de acordo com as diretrizes do Projeto Político Pedagógico, um novo padrão gráfico. Com a orientação do professor de Planejamento Gráfico, esse grupo de alunos, que poderia contar com estudantes das habilitações de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, faria um estudo aprofundado e justificado da razão de mudar e também a natureza da mudança. Dessa forma, tudo estaria amarrado principalmente por um conceito inicial, que regeria todo o processo.<br /><br />Já o processo de produção fotojornalística de O Ponto corre paralelamente à criação, discussão e apuração das pautas das reportagens. Isso seria atenuado se o repórter fotográfico, que serve à disciplina de Fotojornalismo I, estivesse intimamente ligado ao processo de construção da pauta. Seria a adição de uma pessoa a mais para pensar caminhos e também a possibilidade de criar imagens fotográficas melhores e mais consistentes para o jornal. A infografia é um recurso praticamente não discutido, tanto na produção de pautas como na própria execução do jornal. Para que isso pudesse ser contornado, seria necessário que a disciplina de Infografia, que é dada no último período do curso, viesse a fazer companhia a disciplinas como TREPJ e Edição, no 5º e 6º períodos. Com isso, o processo de construção de infografias estaria vinculado ao processo de construção da pauta e teria, ainda, a orientação de um professor capacitado para tanto.<br /><br />Por fim, com a implementação das propostas acima, espera-se que a ilustração em O Ponto assuma o lugar que lhe é de direito. Não seria relegada a mero recurso de preenchimento de página, na falta de uma imagem fotográfica boa, nem seria banalizada com seu uso indiscriminado em várias páginas. Por ser um tema muito amplo e praticamente livre, a ilustração não poderia ser tratada formalmente dentro do curso, mas se as engrenagens do jornal funcionarem a contento, a força da ilustração será suficiente para sustentá-la onde quer que ela seja necessária.<br /><br />Diante do exposto, fica clara a importância capital e imprescindível da iconografia em qualquer tipo de veículo impresso. Sendo O Ponto um espaço de experimentação, a iconografia talvez não receba a importância que merece, pois, até então, além de ser sub-utilizada, geralmente não apresenta uma qualidade condizente com aquela alcançada muitas vezes pelos textos do jornal. Estes continuam recebendo grande parte da atenção do aluno, o que deve ser revisto em uma tentativa de equilibrar as prioridades e enriquecer a informação veiculada no jornal laboratório do curso de Comunicação Social da Universidade Fumec.<br /><br /><br />Bibliografia<br /><br />RABACA, Carlos Alberto; BARBOSA, Gustavo. Dicionário de Comunicação. 2. ed. São Paulo: Ática, 1995.<br /><br />DICIONÁRIO Priberam. Disponível em: . Acesso em: 28 mar. 2006.<br /><br />LOPES, Renata Quintão; MARTINS, Rafael Werkema. O Ponto: uma proposta de jornalismo laboratorial crítico. Monografia (Graduação em Jornalismo). Belo Horizonte: FUMEC-FCH, 2005.<br /><br />FUMEC. Projeto Político Pedagógico do curso de Comunicação Social da FCH-FUMEC. Belo Horizonte: FUMEC-FCH, s/d.<br /><br />SZARKOWSKI, John. Da imprensa ilustrada. Tradução Rui Cezar dos Santos. Nova Iorque: Museu de Arte Moderna de Nova York. 1973. (Título original: From the Picture Press).<br /><br />CLARKE, Grohan. O que é a fotografia? New York: Oxford University Press. 1997. (Título original: The Photograph).<br /><br />GARCIA, Mario R.; STARKE, Pegre. Eyes on the news. St. Petersburg (Flórida): Miller, 1991.</font><br /><br />Retirado do Site: <a href="http://www.artigos.com">www.artigos.com</a></span>...<br /><br /><a href="http://www.nafaixa.net/artigos/212">www.nafaixa.net</a>
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	<item>
		<title>Interdisciplinaridade</title>
		<description><![CDATA[
<span class="detailsText"><font size="2">O ponto de partida e de chegada de uma prática interdisciplinar está na ação. Desta forma, através do diálogo que se estabelece entre duas ou mais disciplinas e entre os sujeitos das ações, interdisciplinaridade “devolve a identidade às disciplinas, fortalecendo-as” e evidenciando uma mudança de postura na prática pedagógica. Assim, alunos e professores – sujeito de sua própria ação - se engajam num processo de investigação, redescoberta e construção coletiva do conhecimento, que ignora a divisão do conhecimento em disciplinas, propondo, isto sim, a criação de movimentos que propiciem o estabelecimento de relações entre as disciplinas, tendo como ponto de convergência a ação desenvolvida num trabalho cooperativo e reflexivo.<br />Temos, então, a interdisciplinaridade como um campo aberto para que de uma prática fragmentada por especialidades possamos estabelecer novas competências e habilidades através de uma postura pautada em uma visão holística do conhecimento e uma porta aberta para os processos transdisciplinares.<br /><br />Rosane de Fátima Bonotto Ruivo, Lenylvia de Paiva Bolzan, Eleni Bitencourt, Vera Dorneles e Isabel Palharini são assessoras pedagógicas da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Santiago.</font><br /><br />Fonte: <a href="http://www.artigos.com">www.artigos.com</a> </span>...<br /><br /><a href="http://www.nafaixa.net/artigos/209">www.nafaixa.net</a>
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<link>http://www.nafaixa.net/artigos/209</link>
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	<item>
		<title>É pra rir ou pra chorar? Pérolas do ENEM</title>
		<description><![CDATA[
<table style="BORDER-COLLAPSE: collapse" bordercolor="#111111" height="700" cellspacing="0" cellpadding="0" width="465" border="0"><tbody><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="27"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px" align="left"><font face="Verdana" size="1">O petróleo apareceu há muitos séculos, numa época em que os peixes se afogavam dentro d'água. </font></p></td></tr><tr><td width="665" height="27"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">Antes de ser criada a Justiça, todo mundo era injusto.</font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="27"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;O cerumano no mesmo tempo que constrói também destrói, pois nos temos que nos unir para realizarmos parcerias juntos.&quot; </font></p></td></tr><tr><td width="665" height="27"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;Na verdade, nem todo desmatamento é tão ruim. Por exemplo, o do Aeds Egipte seria um bom benefício para o Brasil.&quot; </font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="27"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;...eles matam não somente os animais mas também os matança de aves peixes também precisam acabar ... os pequenos animalzinhos morrem queimados e asfixados.&quot; </font></p></td></tr><tr><td width="665" height="27"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;O seringueiro tira borracha das árvores, mas não nunca derubam as seringas.&quot; </font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="27"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;Vamos deixar de sermos egoístas e pensarmos um pouco mais em nós mesmos.&quot; </font></p></td></tr><tr><td width="665" height="27"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;Não preserve apenas o meio ambiente e sim todo ele.&quot; </font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="27"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;Vamos mostrar que somos semelhantemente iguais.&quot; </font></p></td></tr><tr><td width="665" height="27"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;O passarinho ficava sobe vuando no jardim.&quot; </font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="28"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;Tudo isso colaborou com a estinção do micro-leão dourado.&quot;</font></p></td></tr><tr><td width="665" height="28"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;Os homens brasileiro, estão acabando com tudo as arvores para desmar pra fazer taúba e outra coisa. &quot;</font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="28"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;O Euninho já provocou secas e enchentes calamitosas..&quot; </font></p></td></tr><tr><td width="665" height="28"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;A AIDS é transmitida pelo mosquito AIDES EGIPSIO.&quot; </font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="28"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;... são formados pelas bacias esferográficas.&quot; </font></p></td></tr><tr><td width="665" height="28"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">A Terra é um dos planetas mais conhecidos do mundo.</font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="28"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">A finalidade das Cruzadas era passear pelo deserto em busca de aventuras.</font></p></td></tr><tr><td width="665" height="28"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">Conjunto vazio é aquele em que os músicos não sabem nada de música e tocam &quot;na orelhada&quot;.</font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="28"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">Tangente é quando a bola passa raspando no jogo de futebol. Ela também tem o nome de trave. </font></p></td></tr></tbody></table><table style="BORDER-COLLAPSE: collapse" bordercolor="#111111" height="545" cellspacing="0" cellpadding="0" width="465" border="0"><tbody><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="32"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;A TV no entanto é um consumo que devemos consumir para nossa formação, informação e deformação.&quot; </font></p></td></tr><tr><td width="665" height="32"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;A TV deforma não só os sofás por motivo da pessoa ficar bastante tempo intertida como também as vista.&quot;</font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="32"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">Em Esparta as crianças que nasciam mortas eram sacrificadas</font></p></td></tr><tr><td width="665" height="32"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">Oceano é onde nasce o Sol; onde ele nasce é o nascente e onde desce decente.</font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="32"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">Solo é quando numa orquestra um dos músicos &quot;capricha&quot; sozinho e os outros ficam na escuta.</font></p></td></tr><tr><td width="665" height="32"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">Resposta à pergunta: &quot;Em quantas partes se divide a cabeça?&quot; Resposta: &quot;Depende da força da cacetada&quot;.</font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="32"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">A unidade de força é o Newton, que significa a força que se tem que realizar em um metro da unidade de tempo, no sentido contrário.</font></p></td></tr><tr><td width="665" height="32"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">O bem star (sic) dos abtantes endependente (sic) de roça, religião, sexo e vegetarianos, está preocudan-do-nos.</font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="32"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">Os analfabetos nunca tiveram chance de voltar à escola.</font></p></td></tr><tr><td width="665" height="33"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">Também preoculpa (sic) o avanço regesssivo da violência.</font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="33"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1"> &quot;Disconcordo com a questão. Ela não pode ser positiva. Nunca fiz prova que o professor dissesse que era afirmativa uma questão. Deve ser uma pegadinha, tipo do Faustão.</font></p></td></tr><tr><td width="665" height="33"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;A empresa e o público ixterno caminhão juntos, incluindo aí a emprensa.&quot; </font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="33"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1"><br />&quot;O calor é a quantidade de calorias armazenadas numa unidade de tempo.&quot;</font></p></td></tr><tr><td width="665" height="33"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1"><br />O maior problema da floresta Amazonas é o desmatamento dos peixes&quot;</font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="33"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px"><font face="Verdana" size="1">&quot;Quando um animal irracional não tem água para beber, só sobrevive se for empalhado&quot;</font></p></td></tr><tr><td width="665" height="33"><p style="MARGIN-LEFT: 6px; MARGIN-RIGHT: 6px" align="left"><font face="Verdana" size="1">&quot;Tivemos uma longa conversa de cinco minutos...&quot;</font></p></td></tr></tbody></table><table style="BORDER-COLLAPSE: collapse" bordercolor="#111111" height="441" cellspacing="0" cellpadding="0" width="465" border="0"><tbody><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="28"><p style="MARGIN-LEFT: 5px"><font face="Verdana" size="1">Resposta à pergunta: &quot;Que entende por helenização?&quot;: &quot;Não entendo nada&quot;.</font></p></td></tr><tr><td width="665" height="48"><p style="MARGIN-LEFT: 5px"><font face="Verdana" size="1">&quot;O homem progrediu as custas de outros, como Frankstein, que deu vida a uma criatura, adquiriu a evolução mas não teve bom êxito com o monstro criado. Já que este monstro não tinha noção da sua força e deformação.&quot;</font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="62"><p style="MARGIN-LEFT: 5px"><font face="Verdana" size="1">&quot;Os maias, por exemplo, pouco se sabe sobre essa civilização, muitos acreditam que eles chegaram a tal ponto evolutivo que transcenderam. Ou mesmo as civilizações dos cristais que ocuparam o planeta há muito tempo<br />atrás e que obtinham todos os seus poderes dos cristais.&quot;</font></p></td></tr><tr><td width="665" height="28"><p style="MARGIN-LEFT: 5px"><font face="Verdana" size="1">&quot;Os aminoácidos foram os primeiros habitantes da terra...&quot;</font></p></td></tr><tr><td width="665" bgcolor="#f3f2ed" height="29"><p style="MARGIN-LEFT: 5px"><font face="Verdana" size="1">&quot;Anafaquistão, um país que derrubou as torres e que tem como deus um tal de Bilack...&quot;</font></p></td></tr><tr><td width="665" height="29"><p style="MARGIN-LEFT: 5px"><font face="Verdana" size="1">&quot;As aves têm na boca um dente chamado bico.&quot;</font></p></td></tr></tbody></table>...<br /><br /><a href="http://www.nafaixa.net/artigos/187">www.nafaixa.net</a>
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